Essa atividade leva os alunos do 5º ano para dentro do universo do jornalismo de um jeito bem concreto. A ideia é que eles não só leiam textos jornalísticos reais, mas também produzam os seus próprios, compondo um jornal da turma de verdade.
Na primeira aula, a turma vai explorar jornais e revistas impressos ou digitais, lendo notícias, entrevistas e reportagens juntos. O professor conduz a leitura compartilhada, ajudando os alunos a identificar a estrutura de cada gênero: o lide da notícia, as perguntas e respostas da entrevista, a narrativa mais aprofundada da reportagem. Depois da leitura, rola uma roda de conversa sobre os temas dos textos, onde os alunos exercitam argumentação e pensamento crítico de forma oral.
Na segunda aula, os grupos entram em ação. Cada grupo assume um papel dentro da redação: tem repórter, editor e revisor. Eles escolhem um tema relevante para a turma ou escola, combinam o formato do texto e produzem o conteúdo com autonomia. O professor circula, orienta e dá feedback em tempo real. No final, os textos são organizados para compor o jornal da turma, que pode ser impresso ou digital.
O projeto conecta leitura, escrita, oralidade e trabalho colaborativo de forma integrada. Os alunos desenvolvem responsabilidade com prazos, respeito às funções de cada colega e consciência sobre a linguagem formal. Trabalhar com textos reais e produzir para um produto final concreto dá sentido à atividade e aumenta o engajamento da turma.
O grande fio condutor dessa atividade é fazer os alunos perceberem que escrever tem função social. Quando eles leem uma notícia real e depois produzem a sua própria, entendem que a linguagem jornalística serve para informar, argumentar e registrar fatos. A leitura compartilhada na primeira aula prepara o terreno para a escrita autônoma na segunda. Trabalhar em grupo com papéis definidos também ensina muito sobre responsabilidade e colaboração, habilidades que vão além do português.
O conteúdo dessa atividade parte do que os alunos já conhecem sobre textos e vai ampliando o repertório deles para gêneros mais formais e complexos. A escolha dos gêneros jornalísticos não é aleatória: notícia, entrevista e reportagem aparecem no cotidiano dos alunos e têm estruturas bem distintas, o que facilita a comparação e a análise. Trabalhar com textos reais, e não com exemplos fabricados para o livro didático, torna o aprendizado mais significativo e conectado com o mundo fora da escola.
A atividade combina leitura compartilhada, discussão oral e produção colaborativa. Na primeira aula, o professor media a análise dos textos, fazendo perguntas que guiam os alunos a perceber as escolhas linguísticas de cada gênero. Na segunda, a turma assume o protagonismo: os grupos decidem o tema, dividem as funções e produzem com autonomia. O professor atua como orientador, dando feedbacks pontuais enquanto circula pela sala. Essa progressão — do coletivo guiado para o autônomo em grupo — respeita o ritmo dos alunos e garante suporte antes de soltar para a produção.
As duas aulas foram pensadas em sequência lógica: primeiro os alunos observam e analisam, depois produzem. Esse encadeamento evita que a produção escrita aconteça no vazio, sem referência. A primeira aula constrói o repertório e a segunda coloca esse repertório em prática. Os 50 minutos de cada aula foram distribuídos para garantir tempo real de leitura, discussão e escrita, sem correria.
Momento 1: Abertura e apresentação da proposta (Estimativa: 5 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos e apresentando de forma breve e entusiasmada o projeto do jornal da turma. Explique que, ao longo das duas aulas, eles vão se tornar verdadeiros jornalistas: primeiro vão aprender lendo textos reais, depois vão produzir os seus próprios. É importante que você desperte a curiosidade da turma fazendo perguntas introdutórias como: 'Vocês já leram um jornal ou uma revista? Onde costumam ver notícias?' Permita que dois ou três alunos respondam rapidamente, criando um clima de conversa e pertencimento. Em seguida, informe que nesta aula o foco será conhecer três tipos de texto jornalístico: a notícia, a entrevista e a reportagem. Organize os alunos de forma que todos consigam visualizar o projetor ou a lousa com conforto.
Momento 2: Leitura compartilhada da notícia (Estimativa: 12 minutos)
Projete ou distribua o texto de notícia selecionado previamente, garantindo que seja adequado à faixa etária e de tema relevante para os alunos. Faça a leitura em voz alta, de forma expressiva, e convide alguns alunos a lerem parágrafos alternados. Após a leitura, conduza a identificação coletiva da estrutura da notícia, destacando o título, o lide (quem, o quê, quando, onde, como e por quê) e o corpo do texto. Escreva na lousa ou aponte no projetor cada elemento à medida que os alunos os identificam. Faça perguntas como: 'Onde está a informação principal? Quando aconteceu? Quem está envolvido?' Observe se os alunos conseguem localizar as informações no texto e, caso haja dificuldade, releia o trecho correspondente e reformule a pergunta de maneira mais direta. É importante que você valorize todas as respostas, corrigindo com gentileza quando necessário.
Momento 3: Leitura compartilhada da entrevista e da reportagem (Estimativa: 13 minutos)
Siga o mesmo procedimento do momento anterior, agora com o texto de entrevista. Leia junto com a turma e destaque a apresentação do entrevistado, as perguntas e as respostas. Pergunte: 'O que diferencia esse texto da notícia que lemos antes?' Anote as observações dos alunos na lousa. Em seguida, apresente a reportagem, destacando o tema central, o desenvolvimento narrativo mais aprofundado e a presença de fontes (pessoas ou documentos consultados). Compare os três gêneros de forma visual na lousa, criando uma tabela simples com as colunas: gênero, estrutura principal e linguagem. Permita que os próprios alunos ajudem a preencher a tabela com base no que observaram nas leituras. Observe se os alunos percebem as diferenças entre os gêneros e intervenha com exemplos concretos retirados dos próprios textos sempre que necessário.
Momento 4: Exploração da linguagem formal e informal (Estimativa: 5 minutos)
Após a análise das estruturas, chame a atenção da turma para a linguagem utilizada nos textos jornalísticos. Destaque trechos que exemplifiquem a linguagem formal e impessoal, como o uso da terceira pessoa, a ausência de gírias e a precisão das informações. Pergunte: 'Como seria esse trecho se fosse escrito de forma informal, como numa mensagem para um amigo?' Peça que um ou dois alunos reformulem oralmente alguma frase do texto de maneira informal e, em seguida, retornem à versão original, discutindo as diferenças. É importante que os alunos compreendam que a escolha da linguagem depende do contexto e do objetivo do texto, e que no jornalismo a formalidade é uma convenção do gênero.
Momento 5: Roda de conversa argumentativa (Estimativa: 12 minutos)
Organize a turma em semicírculo ou roda para a conversa argumentativa. Escolha um dos temas abordados nos textos lidos e proponha uma questão para debate, como: 'Vocês concordam com o que foi apresentado na reportagem? Por quê?' ou 'Qual das notícias lidas vocês consideram mais importante para a nossa comunidade?' Incentive os alunos a embasarem suas opiniões em informações retiradas dos textos, dizendo: 'Tente usar algo que você leu para defender sua ideia.' Pratique a escuta ativa, mediando a conversa para que todos tenham oportunidade de falar e para que o respeito entre os colegas seja mantido. Observe se os alunos argumentam com base nos textos, se escutam com atenção os colegas e se conseguem discordar de forma respeitosa. Registre essas observações em sua lista de verificação para fins de avaliação formativa.
Momento 6: Encerramento e antecipação da próxima aula (Estimativa: 3 minutos)
Finalize a aula retomando brevemente os três gêneros estudados e os principais elementos identificados. Faça uma pergunta rápida de verificação para toda a turma, como: 'Qual é a diferença entre uma notícia e uma reportagem?' Permita que dois ou três alunos respondam. Em seguida, antecipe o que acontecerá na próxima aula: a turma vai se dividir em grupos com papéis definidos para produzir os próprios textos jornalísticos e montar o jornal da turma. Gere expectativa dizendo que cada grupo poderá escolher o tema que quiser escrever. Essa antecipação aumenta o engajamento e prepara os alunos cognitivamente para a produção da Aula 2.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e inclusivo, garantindo que todos os perfis de aprendizagem sejam contemplados. Durante a leitura compartilhada, varie os formatos de apresentação dos textos: projete com fonte ampliada e, se possível, disponibilize cópias impressas para alunos que se concentram melhor com o material em mãos. Ao conduzir a roda de conversa, esteja atento a alunos mais tímidos ou com dificuldade de expressão oral, oferecendo perguntas mais diretas e acolhedoras para que se sintam seguros para participar, como: 'O que você achou mais interessante no texto?' em vez de perguntas abertas que possam gerar insegurança. Para alunos com ritmo de leitura mais lento, permita que acompanhem o texto enquanto você lê em voz alta, sem cobrar leitura individual caso perceba desconforto. A tabela comparativa construída coletivamente na lousa funciona como um recurso visual de apoio especialmente útil para alunos com perfil mais visual ou com dificuldades de organização do pensamento. Lembre-se: pequenos ajustes no tom, no ritmo e na forma de fazer perguntas já fazem grande diferença para que todos se sintam parte da aula. Você não precisa de recursos especiais para criar um ambiente verdadeiramente inclusivo — sua atenção e sensibilidade já são o recurso mais poderoso que você tem.
Momento 1: Retomada e apresentação da proposta de produção (Estimativa: 7 minutos)
Inicie a aula fazendo uma retomada rápida do que foi estudado na Aula 1. Pergunte à turma: 'Quem lembra quais são os três gêneros jornalísticos que estudamos?' e 'Qual é a diferença entre uma notícia e uma reportagem?' Permita que dois ou três alunos respondam, valorizando as respostas e complementando quando necessário. Em seguida, apresente com entusiasmo a proposta do dia: a turma vai se transformar em uma redação jornalística de verdade e produzir os textos que vão compor o jornal da turma. Explique de forma clara como funcionará a dinâmica: os alunos serão divididos em grupos de três ou quatro pessoas, cada um com um papel específico — repórter, editor e revisor. Descreva brevemente cada função: o repórter é responsável por escrever o texto; o editor organiza as ideias, verifica se o conteúdo está adequado ao gênero e sugere melhorias; o revisor cuida da gramática, ortografia e pontuação. É importante que você escreva esses papéis na lousa com uma frase-resumo de cada função para que os alunos possam consultar durante toda a aula. Informe também que, ao final, todos os textos serão reunidos para formar o jornal da turma, que poderá ser compartilhado com a escola. Esse contexto de publicação real aumenta o senso de responsabilidade e o engajamento dos alunos.
Momento 2: Formação dos grupos e escolha do tema (Estimativa: 8 minutos)
Organize a turma em grupos de três ou quatro alunos. Você pode permitir que se agrupem por afinidade ou fazer a divisão de forma estratégica, garantindo que cada grupo tenha perfis complementares — por exemplo, um aluno com boa escrita, um com facilidade de organização e um com atenção aos detalhes. Após a formação dos grupos, cada equipe deve escolher o papel de cada integrante e, em seguida, decidir o tema e o gênero do texto que irão produzir. Para facilitar essa escolha, sugira algumas possibilidades de temas relacionados ao cotidiano escolar, como: uma conquista recente da escola, um evento que aconteceu na turma, uma entrevista com um funcionário ou professor, ou uma reportagem sobre um assunto de interesse dos alunos. Circule pelos grupos nesse momento para garantir que todos estejam engajados na escolha e que os temas sejam viáveis para o tempo disponível. Observe se os grupos estão conseguindo chegar a um consenso e intervenha com mediação gentil caso haja conflito, dizendo algo como: 'Que tal cada um falar uma ideia e depois vocês votam?' É importante que cada grupo registre no papel o tema escolhido, o gênero e o nome de cada integrante com seu respectivo papel antes de começar a escrever.
Momento 3: Produção colaborativa do texto jornalístico (Estimativa: 22 minutos)
Com os grupos formados, os papéis definidos e os temas escolhidos, chegou o momento central da aula: a produção do texto. Oriente os alunos a consultarem a tabela comparativa construída na Aula 1 (se estiver ainda na lousa, mantenha-a visível; caso contrário, reescreva um resumo rápido dos elementos de cada gênero). Distribua as folhas de papel sulfite ou oriente os alunos a usarem o caderno para o rascunho. O repórter deve começar a escrever o texto com base nas informações que o grupo levantou; o editor acompanha a escrita, sugerindo ajustes de estrutura e conteúdo em tempo real; o revisor vai anotando dúvidas de ortografia e pontuação para revisar ao final. Durante esse momento, circule ativamente pelos grupos, oferecendo feedback formativo. Ao se aproximar de cada grupo, observe o texto em andamento e faça perguntas orientadoras como: 'Onde está o lide da notícia de vocês?', 'Quem é o entrevistado? Vocês apresentaram ele no início?', 'O texto está usando linguagem formal?' Evite dar as respostas prontas — prefira perguntas que levem os alunos a pensar e ajustar por conta própria. Registre em sua lista de verificação se cada aluno está cumprindo seu papel, se o grupo colabora de forma respeitosa e se o texto está sendo produzido com adequação ao gênero. Caso algum grupo termine antes do tempo, incentive o editor e o revisor a fazerem uma releitura completa do texto e a proporem melhorias antes de considerá-lo finalizado.
Momento 4: Revisão final e organização para o jornal (Estimativa: 8 minutos)
Avise os grupos que restam alguns minutos para a revisão final. Oriente o revisor de cada grupo a fazer uma última leitura do texto em voz baixa, verificando ortografia, pontuação e coerência. O editor deve conferir se todos os elementos do gênero estão presentes e se o texto está adequado à linguagem formal. Após a revisão, cada grupo deve passar o texto a limpo em uma folha sulfite (ou organizar a versão digital, se houver recursos disponíveis), deixando-o pronto para compor o jornal da turma. Circule pelos grupos nesse momento para recolher os textos e dar um retorno rápido e positivo sobre o esforço de cada equipe. Você pode dizer algo como: 'Esse lide ficou muito claro!' ou 'Gostei da forma como vocês apresentaram o entrevistado.' Esse feedback imediato valoriza o trabalho e motiva os alunos. Recolha os textos e informe que você fará comentários escritos para cada grupo, apontando um ponto forte e uma sugestão de melhoria, e que o jornal será montado e compartilhado com a escola em breve.
Momento 5: Autoavaliação e encerramento (Estimativa: 5 minutos)
Para finalizar a aula, proponha uma autoavaliação rápida de cada grupo. Você pode fazer isso oralmente, pedindo que cada grupo responda a três perguntas simples: 'O que funcionou bem no trabalho de vocês hoje?', 'O que foi mais difícil?' e 'O que fariam diferente se tivessem mais tempo?' Permita que dois ou três grupos compartilhem suas respostas com a turma, criando um momento de reflexão coletiva. Observe se os alunos conseguem identificar pontos de melhoria de forma honesta e construtiva — isso indica desenvolvimento de autonomia e pensamento crítico. Encerre a aula celebrando o esforço da turma e reforçando o significado do produto que produziram: 'Vocês acabaram de criar um jornal de verdade, com textos que outras pessoas vão ler. Isso é muito importante!' Informe quando e como o jornal será divulgado, mantendo a expectativa e o senso de propósito vivos na turma.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e universal, garantindo que todos os perfis de aprendizagem sejam atendidos com equidade. Ao formar os grupos, esteja atento a alunos mais tímidos ou com menor confiança na escrita — atribua a eles papéis que os desafiem de forma acolhedora, como o de editor ou revisor, que permitem contribuir sem a pressão de ser o autor principal do texto. Para alunos com ritmo de escrita mais lento, permita que o rascunho seja feito em conjunto entre repórter e editor, dividindo a escrita em partes menores. Mantenha visível na lousa durante toda a aula o resumo dos papéis e os elementos de cada gênero jornalístico, pois esse recurso visual de apoio beneficia alunos com dificuldades de organização do pensamento ou de memória de trabalho. Ao circular pelos grupos, adapte o tom e o nível das perguntas orientadoras conforme o aluno: para quem demonstra mais dificuldade, faça perguntas mais diretas e fechadas, como 'Esse texto está escrito na terceira pessoa?' em vez de perguntas abertas que possam gerar insegurança. Durante a autoavaliação, ofereça a opção de responder por escrito para alunos que se sentem desconfortáveis com a fala em público. Lembre-se: sua atenção individualizada durante a circulação pelos grupos é o recurso mais poderoso para garantir que nenhum aluno fique para trás. Pequenos ajustes no modo de perguntar, no ritmo e na forma de organizar os grupos já fazem uma diferença enorme no engajamento e na aprendizagem de toda a turma.
A avaliação dessa atividade acontece em dois momentos: durante o processo e no produto final. O objetivo é acompanhar tanto o desenvolvimento individual quanto o trabalho em grupo, sem deixar tudo para uma nota no final. O professor observa a participação na roda de conversa, o engajamento durante a produção e a qualidade do texto entregue. Duas abordagens principais guiam essa avaliação: a observação formativa durante as aulas e a análise do texto produzido pelo grupo.
Os recursos escolhidos são acessíveis e de baixo custo. A prioridade é trabalhar com textos jornalísticos reais, que podem ser impressos de sites gratuitos ou trazidos de jornais físicos. Para a produção, papel e caneta já resolvem, mas se a escola tiver computadores ou tablets disponíveis, os grupos podem digitar os textos e montar uma versão digital do jornal. O importante é que o produto final tenha uma forma concreta — impresso ou digital — para que os alunos sintam que produziram algo real.
Toda turma tem alunos que aprendem de formas diferentes, e isso é completamente normal. Essa atividade já tem uma estrutura que favorece a inclusão: o trabalho em grupo com papéis variados permite que cada aluno contribua com o que tem de melhor. O aluno que tem mais facilidade com escrita pode ser repórter; o que se destaca na oralidade pode liderar a discussão do grupo. Vale observar se algum aluno demonstra dificuldade de leitura ou escrita que ainda não foi identificada — a produção em grupo pode revelar isso. Nenhuma adaptação estrutural específica é necessária para esta turma, mas algumas estratégias gerais ajudam a garantir que todos participem de verdade.
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