Corrida dos Contos Encantados

Desenvolvida por: Antoni… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Língua Portuguesa
Temática: Leitura e Criatividade com Contos de Fadas

A atividade 'Corrida dos Contos Encantados' transforma a sala de aula em uma emocionante pista de corrida, onde os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental são desafiados a encontrar trechos de contos de fadas espalhados em diferentes 'postos de parada'. Durante a primeira aula, os alunos, em pequenos grupos, devem ler em voz alta os trechos encontrados e, colaborativamente, colocá-los em ordem para formar a história completa. Este momento incentiva tanto a leitura quanto a verbalização, promovendo habilidades sociais e cognitivas essenciais. Na segunda aula, a atividade evolui para uma competição criativa em que cada grupo deve criar um final alternativo para o conto, exercitando a imaginação e a lógica. Os novos finais são apresentados para a turma, que vota no mais original e bem construído. Esta atividade não apenas promove a leitura e a compreensão de textos narrativos mais complexos, mas também instiga a criatividade, o raciocínio lógico e a capacidade de argumentação dos alunos, sempre respeitando as diferenças e incentivando um ambiente colaborativo.

Objetivos de Aprendizagem

O objetivo central da atividade é engajar os alunos na prática de leitura e compreensão de textos narrativos de maior porte, como contos de fadas, enquanto desenvolvem habilidades de organização lógica e criatividade. Através da 'Corrida dos Contos Encantados', buscamos também promover o trabalho em equipe, onde cada aluno pode expressar suas ideias e aprender a respeitar as sugestões dos outros. A estrutura de desafios lúdicos visa atender às demandas cognitivas e sociais desses alunos, integrando de forma prática os conteúdos estabelecidos pela BNCC para o 3º ano, como a localização de informações explícitas e o desenvolvimento da habilidade de criar narrativas originais.

  • Estimular a leitura coletiva e compreensiva de textos narrativos mais longos.
  • Desenvolver a capacidade de organização sequencial lógica dos acontecimentos de uma história.
  • Promover a criatividade através da criação de finais alternativos para contos de fadas.
  • Fomentar habilidades sociais como trabalho em equipe, respeito e aceitação de ideias diversas.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF15LP03: Localizar informações explícitas em textos.
  • EF15LP04: Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.
  • EF15LP16: Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.

Conteúdo Programático

O conteúdo programático desta atividade abrange uma série de competências chave da disciplina de Língua Portuguesa. Inicialmente, os alunos serão introduzidos ao universo dos contos de fadas, explorando suas estruturas narrativas clássicas. Através da leitura compartilhada e da ordem cronológica dos eventos, a atividade trabalha a compreensão textual, fundamental para o letramento. Na sequência, o enfoque será no desenvolvimento criativo, ao desafiar os alunos a imaginar e construir novos desfechos para os contos explorados. Este exercício final, além de afiar o entendimento textual, proporciona um espaço aberto para a expressão criativa e estimula o senso crítico ao avaliar diferentes formas de histórias.

  • Exploração e leitura de contos de fadas.
  • Análise estrutural de narrativas clássicas.
  • Criação de novas narrativas baseadas em contos conhecidos.
  • Desenvolvimento de habilidades de ordem cronológica e lógica.

Metodologia

A metodologia adotada nesta atividade centra-se no uso de metodologias ativas como Aprendizagem Baseada em Jogos e Atividade Mão-na-massa. A proposta é proporcionar um aprendizado lúdico e prático, permitindo que os alunos aprendam de maneira ativa através da exploração e construção direta de conhecimentos. A ausência de recursos digitais possibilita um trabalho de interação mais direto e humano, essencial para o desenvolvimento das habilidades sociais visadas. Durante as atividades, os alunos serão encorajados a desenvolver suas habilidades colaborativas enquanto se envolvem em tarefas práticas, reforçando conceitos e promovendo a resolução de problemas em um ambiente de equipe.

  • Aprendizagem Baseada em Jogos para engajar alunos na leitura e ordenação de textos.
  • Atividade Mão-na-massa para estimular a criatividade na criação de finais de histórias.

Aulas e Sequências Didáticas

O cronograma desta atividade foi pensado para otimizar o tempo em duas aulas de 60 minutos cada, criando um equilíbrio entre aprendizado e diversão. A primeira aula foca na introdução dos contos, sua exploração e análise colaborativa, e termina com a montagem lógica das narrativas. Essa sessão inicial promove a leitura atenta e o trabalho em grupo, elementos fundamentais para a coesão da turma. Já a segunda aula é dedicada à recriação e inovação, permitindo que os estudantes utilizem as histórias como ponto de partida para mostrar sua criatividade em finais alternativos. Esta divisão temporal potencializa tanto a assimilação dos conteúdos quanto o desenvolvimento das habilidades emocionais e sociais por meio de um exercício criativo.

  • Aula 1: Introdução aos contos, leitura em equipe, e organização lógica dos trechos.
  • Momento 1: Apresentação e Introdução ao Tema (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula apresentando a atividade 'Corrida dos Contos Encantados' aos alunos. Diga que eles participarão de uma emocionante corrida para descobrir e organizar trechos de contos de fadas. É importante que os alunos compreendam bem as regras e os objetivos da atividade. Permita que façam perguntas para esclarecer dúvidas. Reforce a importância do trabalho em equipe e da colaboração.

    Momento 2: Formação de Grupos e Orientação para a Leitura (Estimativa: 10 minutos)
    Divida os alunos em grupos de 4 a 5 integrantes, assegurando-se de que cada grupo tenha uma diversidade de perfis e habilidades. Oriente os alunos a se organizarem para que cada membro do grupo tenha um papel específico, como leitor, anotador ou organizador. Dê a cada grupo um conjunto de cartões com trechos dos contos de fadas. Explique que eles devem ler os trechos e discutir diferentes formas de organizá-los.

    Momento 3: Leitura e Interpretação dos Trechos (Estimativa: 20 minutos)
    Incentive os alunos a fazerem uma leitura coletiva e reflexiva dos trechos em seus grupos. Observe se todos os alunos estão participando e ajude aqueles que têm dificuldades com palavras ou conceitos mais complexos. Permita que os alunos expressem suas dúvidas e seus entendimentos sobre os trechos, incentivando o debate e a troca de ideias. Este é um momento chave para avaliar o entendimento de cada grupo sobre o conto.

    Momento 4: Organização e Sequência dos Trechos (Estimativa: 15 minutos)
    Instrua os grupos a discutirem e organizarem os trechos lidos de forma lógica e sequencial para montar a história completa. Circule pela sala, dando suporte onde for necessário e promovendo a discussão sobre a ordem dos eventos. Sugira que os alunos usem pistas do texto, como diálogos e descrições, para ajudar na organização. Avalie o progresso dos grupos e dê feedback sobre sua organização sequencial.

    Momento 5: Revisão e Discussão Coletiva (Estimativa: 5 minutos)
    Reúna a turma para uma breve discussão sobre o trabalho realizado. Peça que cada grupo compartilhe sua experiência e dificuldades encontradas. Saliente as estratégias eficazes usadas pelos grupos e como trabalharam juntos para resolver problemas. Termine dando um breve feedback sobre o desempenho geral da turma e prepare-os para a próxima aula.

  • Aula 2: Criação e apresentação de finais alternativos para os contos.
  • Momento 1: Relembrando a História (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula relembrando os contos de fadas trabalhados na aula anterior. Solicite que cada grupo relembre a organização dos trechos realizada, destacando os principais eventos da narrativa original. Permita que os alunos compartilhem suas impressões e assegure-se de que todos tenham entendido a história original antes de passarem para a criação.

    Momento 2: Introdução à Criação de Finais Alternativos (Estimativa: 10 minutos)
    Explique que agora é a hora de tornar a história ainda mais emocionante, criando um novo final. Discuta brevemente o conceito de 'final alternativo' e forneça exemplos simples. Encoraje os alunos a serem criativos, mas coerentes, mantendo elementos da narrativa original. Reforce a importância de respeitar as ideias dos colegas durante o processo de criação.

    Momento 3: Criação Coletiva dos Finais Alternativos (Estimativa: 20 minutos)
    Oriente os grupos a se reunirem novamente para começar a elaboração do final alternativo. Garanta que todos os membros contribuam com ideias, e sugira que registrem o brainstorming em papel. Circule entre os grupos para apoiar aqueles que estão com dificuldade, oferecendo sugestões como 'E se...?' para estimular a criatividade. Incentive os alunos a verificarem que a história faça sentido. Este é um excelente momento para avaliação formativa, observando o engajamento e a colaboração entre os alunos.

    Momento 4: Apresentação dos Finais Alternativos (Estimativa: 15 minutos)
    Permita que cada grupo apresente seu final alternativo para a turma. Após cada apresentação, abra o espaço para breves comentários e aplausos, promovendo um ambiente seguro e respeitoso. Utilize critérios como originalidade e coerência nas apresentações para avaliação, mas use sempre uma abordagem positiva e encorajadora. Estimule a discussão sobre os diferentes finais propostos, destacando ideias inovadoras.

    Momento 5: Votação e Reflexão Final (Estimativa: 5 minutos)
    Conduza uma votação democrática para que os alunos escolham o final que consideraram mais criativo e bem construído. Certifique-se de que cada voto seja respeitado. Finalize a aula com uma reflexão sobre o que aprenderam e o quanto se divertiram. Preste um feedback geral sobre o trabalho em equipe e a criatividade demonstrada.

Avaliação

A avaliação dos alunos será realizada através de múltiplos métodos para assegurar uma compreensão aprofundada das capacidades individuais e coletivas. Primeiramente, uma avaliação formativa será utilizada ao longo das atividades, onde a observação contínua dos alunos proporciona feedback imediato e direcionado para cada grupo. Isso permite ajustes durante o processo de aprendizagem e promove o desenvolvimento das habilidades sociais e cognitivas. O foco será na participação, cooperação, leitura compreensiva e criatividade. A avaliação somativa ocorrerá ao final da atividade, na apresentação dos novos finais dos contos criados pelas equipes. Os critérios incluem coerência narrativa, criatividade, clareza na apresentação e trabalho em equipe. Exemplos práticos de aplicação incluem notas de observação detalhadas durante as atividades, acompanhadas de um feedback formativo e construtivo, além da utilização de rubricas específicas para a avaliação somativa, adaptadas quando necessário para contemplar as necessidades específicas dos alunos com TDAH e TEA. Por fim, o feedback será entregue de maneira individual aos alunos, destacando suas forças e áreas de desenvolvimento.

  • Avaliação formativa contínua com feedback imediato nos grupos.
  • Avaliação somativa baseada na apresentação final, considerando critério de criatividade e clareza.
  • Rubricas adaptadas para necessidades específicas dos alunos.
  • Feedback individualizado destacando força e áreas de desenvolvimento.

Materiais e ferramentas:

Para esta atividade, serão utilizados materiais simples e acessíveis, garantindo que todos os alunos participem com igualdade e sem a necessidade de recursos digitais. Entre os materiais, destacam-se cópias impressas de contos de fadas selecionados, cartões ou fichas ilustradas com trechos dos contos e materiais de papelaria para anotações e elaboração das apresentações finais. Estes recursos não apenas envolvem os alunos de forma prática, mas também os ajudam a visualizar e ordenar eventos narrativos, promovendo a compreensão textual. Ao criar um espaço de aprendizado tangível, incentivamos a interação e o trabalho coletivo, que são centrais para a atividade pedagógica proposta.

  • Cópias impressas de contos de fadas para leitura.
  • Cartões ou fichas com trechos dos contos para ordenação.
  • Materiais de papelaria como lápis, canetas e papel para anotações.
  • Espaço organizado para apresentações e discussões em grupo.

Inclusão e acessibilidade

Sabemos que o papel do professor é desafiador e, portanto, buscamos apresentar estratégias práticas e empáticas que visem garantir um ambiente inclusivo e acessível para todos os alunos. Para estudantes com TDAH, recomenda-se estabelecer regras claras e rotinas previsíveis, com intervalos regulares para aliviar a tensão e promover o foco. Para alunos com TEA, tanto de Nível 2 quanto de Nível 3, sugerimos manter comunicação direta e simples, usando reforços visuais que ajudam na compreensão das tarefas. A organização do espaço deve considerar barreiras físicas para minimizar distrações, criando um ambiente acolhedor e estável. Durante as avaliações, é fundamental adaptar não apenas os critérios, mas também fornecer suportes adicionais, como instruções claras antes do início das atividades. O professor deve observar sinais de possível sobrecarga ou estresse nos alunos, intervindo de forma respeitosa e proativa. O contato com a família, ao entender suas necessidades e perspectivas, é uma prática que pode enriquecer a compreensão do aluno e ajudar na adaptação contínua da metodologia e das atividades. Por fim, a avaliação das estratégias adotadas deve ser contínua, utilizando indicadores de progresso específicos e mantendo registros que respeitem a privacidade dos alunos.

  • Regras claras e rotinas previsíveis para alunos com TDAH.
  • Comunicação direta e visual reforçada para alunos com TEA.
  • Ambiente físico organizado para minimizar distrações.
  • Adaptação dos critérios avaliativos para necessidades específicas.
  • Contato regular com famílias para fortalecer o suporte ao aluno.
  • Monitoramento contínuo do progresso com respeito à privacidade.

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