Brincadeiras de Antigamente e de Hoje: Vamos Descobrir!

Desenvolvida por: Laura (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: História
Temática: Mundo pessoal: meu lugar no mundo / Eu, meu grupo social e meu tempo

Essa aula convida os alunos do 1º ano a olhar para as brincadeiras de um jeito diferente: como uma janela para o tempo. A ideia é que as crianças percebam que brincar sempre fez parte da vida das pessoas, mas que as brincadeiras mudam conforme a época e o lugar. Para isso, o professor começa mostrando imagens de brincadeiras antigas, como pião, amarelinha, bolinha de gude e bambolê, e brincadeiras de hoje, como videogame e aplicativos no tablet. Essa apresentação visual serve de ponto de partida para uma roda de conversa animada, onde cada criança pode contar o que brinca em casa, o que os pais ou avós contam que brincavam, e o que acham diferente ou parecido. Depois da roda, os alunos trabalham em pequenos grupos com cartões ilustrados. Cada cartão traz uma brincadeira desenhada, e o grupo precisa decidir se ela é antiga ou atual, colando os cartões em um painel coletivo dividido em duas colunas. Essa parte da aula estimula a conversa entre os colegas, a tomada de decisão em grupo e o respeito pela opinião do outro. Para fechar, a turma toda olha para o painel montado e o professor conduz uma reflexão coletiva: o que mudou nas brincadeiras? O que continua igual? Existe brincadeira que é antiga e ainda existe hoje? Essa conversa final conecta o conteúdo histórico com a vida real dos alunos, mostrando que a história não está só nos livros, mas também nas memórias da família. A aula tem 50 minutos e trabalha escuta, colaboração e respeito de forma natural, dentro da própria dinâmica da atividade.

Objetivos de Aprendizagem

O foco dessa aula é ajudar os alunos a perceber que o tempo passa e as coisas mudam, inclusive as brincadeiras. Mais do que memorizar nomes de jogos antigos, a criança vai aprender a comparar, a observar diferenças e semelhanças, e a entender que o passado tem conexão com o presente. A roda de conversa e o painel coletivo são os momentos em que esse aprendizado acontece de verdade, porque os alunos trazem suas próprias experiências e as colocam em diálogo com o que o colega viveu. Essa troca é o que torna o conteúdo significativo para uma criança de 6 ou 7 anos.

  • Identificar brincadeiras de épocas diferentes, reconhecendo características que as distinguem como antigas ou atuais.
  • Comparar brincadeiras, apontando pelo menos uma semelhança e uma diferença entre elas.
  • Relacionar brincadeiras conhecidas com histórias contadas por familiares, conectando memória familiar e história.
  • Participar de atividade em grupo, respeitando a vez de falar e a opinião dos colegas.
  • Organizar cartões ilustrados em categorias (antiga/atual), exercitando classificação e tomada de decisão coletiva.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF01HI05: Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares. Conheça mais sobre a EF01HI05
  • EF01HI06: Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços. Conheça mais sobre a EF01HI06

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa aula parte do que os alunos já conhecem, as brincadeiras do dia a dia, e vai ampliando esse repertório para incluir jogos de outras épocas e contextos. O professor não precisa transformar isso em uma aula expositiva longa. A ideia é que o conteúdo apareça nas imagens, nas falas das crianças e na organização do painel. Assim, o aprendizado histórico acontece de forma concreta e conectada à realidade de cada aluno.

  • Brincadeiras tradicionais brasileiras: pião, amarelinha, bolinha de gude, bambolê, pega-pega, esconde-esconde.
  • Brincadeiras contemporâneas: videogame, aplicativos, jogos em tablet ou celular.
  • Noção de tempo histórico: passado e presente aplicados ao cotidiano infantil.
  • Memória familiar como fonte histórica: o que pais e avós contam sobre suas brincadeiras.
  • Semelhanças e diferenças entre práticas culturais de épocas distintas.
  • Diversidade cultural nas brincadeiras: jogos de diferentes regiões e contextos.

Metodologia

A aula combina três momentos bem distintos: apresentação visual com imagens, roda de conversa e atividade em grupo com cartões. Essa sequência respeita o ritmo das crianças de 6 e 7 anos, que precisam de variação de formato para manter o engajamento. O uso de imagens no início serve como âncora visual para quem ainda está desenvolvendo a leitura. A roda de conversa valoriza o que cada criança já sabe. E o trabalho em grupo com os cartões coloca os alunos como protagonistas da organização do conhecimento, não apenas receptores.

  • Apresentação de imagens e ilustrações de brincadeiras antigas e atuais projetadas ou impressas em tamanho grande.
  • Roda de conversa mediada pelo professor, com perguntas abertas como 'O que você brinca em casa?' e 'O que seu avô contou que brincava?'.
  • Atividade em grupos de 3 a 4 alunos com cartões ilustrados para classificar as brincadeiras em antigas ou atuais.
  • Construção de painel coletivo com duas colunas, onde os grupos colam os cartões após a decisão em grupo.
  • Reflexão final em roda, com o professor mediando perguntas sobre o que mudou e o que permanece nas brincadeiras.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula de 50 minutos foi pensada para ter um ritmo fluido, sem pressa, mas com transições claras entre os momentos. O professor precisa ficar atento ao tempo da roda de conversa, que pode se estender se as crianças estiverem muito animadas. Uma dica é combinar um sinal (como bater palmas duas vezes) para indicar a transição entre as etapas, ajudando os alunos a se organizarem sem frustração.

  • Aula 1: Apresentação de imagens de brincadeiras antigas e atuais (10 min) → Roda de conversa sobre brincadeiras conhecidas e histórias da família (15 min) → Atividade em grupos com cartões ilustrados e montagem do painel coletivo (15 min) → Reflexão final em roda sobre semelhanças, diferenças e o que mudou ao longo do tempo (10 min).
  • Momento 1: Apresentação de Imagens de Brincadeiras Antigas e Atuais (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em semicírculo no chão ou em suas cadeiras, de forma que todos consigam visualizar bem as imagens que serão apresentadas. Utilize o datashow ou imagens impressas em tamanho grande (A3 ou A4) para mostrar, uma a uma, as ilustrações das brincadeiras: pião, amarelinha, bolinha de gude e bambolê como exemplos do passado, e videogame, tablet e aplicativos como exemplos do presente. Ao apresentar cada imagem, faça perguntas curtas e simples para despertar a curiosidade, como 'Alguém conhece isso?' ou 'Já viram alguém brincando assim?'. É importante que você não dê as respostas de imediato, mas deixe as crianças reagirem espontaneamente às imagens, criando um clima de descoberta. Observe se os alunos reconhecem as brincadeiras antigas ou apenas as atuais, pois isso será um indicador valioso sobre o repertório cultural que cada criança traz de casa. Permita que falem livremente por alguns segundos a cada imagem, mas mantenha o ritmo para não ultrapassar o tempo previsto. Essa abertura visual serve como âncora para toda a aula, por isso capriche na escolha de imagens coloridas, grandes e atrativas para a faixa etária.

    Momento 2: Roda de Conversa sobre Brincadeiras e Memórias da Família (Estimativa: 15 minutos)
    Mantenha os alunos reunidos em roda e conduza uma conversa mediada com perguntas abertas e acolhedoras. Comece com perguntas mais próximas da realidade deles, como 'O que você mais gosta de brincar em casa?' e 'Com quem você costuma brincar?'. Em seguida, amplie o olhar para a memória familiar com perguntas como 'Seu pai, sua mãe ou seu avô já contou alguma brincadeira que eles faziam quando eram crianças?' e 'Você acha que essa brincadeira ainda existe hoje?'. É importante que você valorize cada fala, repetindo ou reformulando o que a criança disse para que todos ouçam e para que o aluno se sinta reconhecido. Use expressões como 'Que interessante o que o João disse! Alguém mais conhece essa brincadeira?' para estimular a participação coletiva. Observe se os alunos conseguem diferenciar algo do passado e do presente em suas falas, se demonstram escuta quando o colega fala e se conseguem relacionar as histórias da família com o conteúdo apresentado nas imagens. Caso algum aluno seja mais tímido, ofereça uma pergunta direta e gentil, como 'E você, o que você brinca?', sem pressionar. Esse momento é fundamental para conectar a história ao cotidiano das crianças e para valorizar a memória familiar como fonte de conhecimento histórico.

    Momento 3: Atividade em Grupos com Cartões Ilustrados e Montagem do Painel Coletivo (Estimativa: 15 minutos)
    Organize a turma em grupos de 3 a 4 alunos e distribua para cada grupo um conjunto de cartões ilustrados com desenhos de brincadeiras variadas (pelo menos 12 cartões por grupo, sendo 6 de brincadeiras antigas e 6 de brincadeiras atuais). Explique a tarefa de forma clara e simples: cada grupo deve olhar para os cartões, conversar entre si e decidir se cada brincadeira é 'de antigamente' ou 'de hoje'. Após a decisão, os grupos colam os cartões no painel coletivo em papel kraft ou cartolina, dividido em duas colunas com os títulos 'Antigamente' e 'Hoje'. Circule pelos grupos durante a atividade, observando como as crianças estão conversando e tomando decisões. Faça intervenções pontuais quando necessário, com perguntas como 'Por que vocês acham que essa é antiga?' ou 'Alguém do grupo tem uma ideia diferente?', estimulando o diálogo e o respeito pela opinião do colega. É importante que você não corrija imediatamente as classificações erradas, mas anote mentalmente para retomar na reflexão final. Observe se o grupo consegue justificar suas escolhas, se há colaboração entre os membros e se as crianças respeitam a vez de falar. Esse momento exercita a classificação, a tomada de decisão coletiva e o trabalho em equipe de forma lúdica e significativa.

    Momento 4: Reflexão Final em Roda sobre Semelhanças, Diferenças e o que Mudou ao Longo do Tempo (Estimativa: 10 minutos)
    Reúna toda a turma novamente em roda em frente ao painel coletivo montado pelos grupos. Conduza uma reflexão coletiva apontando para os cartões e fazendo perguntas como 'O que mudou nas brincadeiras de antigamente para hoje?', 'O que continua igual?' e 'Existe alguma brincadeira que é antiga e ainda existe hoje?'. Utilize o exemplo da amarelinha para ilustrar essa última pergunta, dizendo algo como 'Olha, a amarelinha está aqui no painel de antigamente... mas será que ainda tem gente que joga amarelinha hoje?'. Permita que as crianças respondam livremente e vá sistematizando as ideias em voz alta, como 'Então, a turma percebeu que algumas brincadeiras mudaram porque apareceram coisas novas, como o tablet, mas outras continuam existindo até hoje!'. É importante que você encerre a aula valorizando as histórias que as crianças trouxeram da família, reforçando que a história está presente na vida de cada um deles. Como fechamento, proponha o registro opcional de desenho: peça que os alunos desenhem uma brincadeira antiga que aprenderam na aula e, se souberem, escrevam o nome dela, ou ditem para você escrever. Esse registro serve como avaliação individual e permite identificar quem assimilou o conteúdo com mais clareza.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e inclusivo, garantindo que todos os alunos participem com conforto e segurança. Durante a roda de conversa, respeite o tempo de cada criança para se expressar, pois algumas podem ser mais tímidas ou ter um ritmo de fala mais lento. Nunca force a participação, mas crie oportunidades gentis para que todos se sintam convidados a falar. Na atividade em grupos, fique atento à dinâmica entre as crianças e, se perceber que algum aluno está sendo desconsiderado pelo grupo, intervenha de forma leve, dizendo algo como 'E o que a Maria acha? Vamos ouvir a ideia dela!'. Para crianças que ainda não leem, os cartões ilustrados já são pensados com desenhos, o que garante a participação de todos independentemente do nível de alfabetização. Caso algum aluno tenha dificuldade em recortar ou colar, ofereça ajuda direta ou peça que um colega ajude, transformando isso em um momento de cooperação. No registro de desenho final, lembre-se de que crianças que ainda não escrevem podem ditar o nome da brincadeira para você ou para um colega mais avançado, garantindo que todos participem do registro. Você está fazendo um trabalho incrível ao criar um ambiente onde cada criança se sente parte da história!

Avaliação

A avaliação nessa aula é principalmente formativa, ou seja, acontece enquanto a atividade está rolando. O professor observa como cada criança participa da roda, como o grupo toma decisões na hora de classificar os cartões e como os alunos se expressam na reflexão final. Não é necessário aplicar nenhum instrumento formal. O que vale é observar se a criança consegue identificar diferenças entre brincadeiras e se demonstra escuta e respeito durante as trocas com os colegas.

  • Observação participante durante a roda de conversa: o professor anota (mentalmente ou em uma ficha simples) quais alunos conseguem relacionar brincadeiras com histórias da família, quais participam com autonomia e quais precisam de mais estímulo para se expressar. Critérios: o aluno fala sobre pelo menos uma brincadeira, demonstra escuta quando o colega fala, consegue diferenciar algo do passado e do presente.
  • Análise do painel coletivo ao final da atividade: o professor verifica com o grupo se os cartões foram classificados corretamente, perguntando ao grupo o porquê de cada escolha. Critérios: o grupo consegue justificar a classificação de pelo menos dois cartões, identifica uma semelhança e uma diferença entre brincadeiras de épocas diferentes. Exemplo prático: o professor aponta um cartão de amarelinha e pergunta 'Por que vocês colocaram aqui? Ainda existe essa brincadeira hoje?'.
  • Registro de desenho opcional (para casa ou nos últimos minutos): o aluno desenha uma brincadeira antiga que aprendeu na aula e escreve (ou dita para o professor) o nome dela. Serve como registro individual e permite ao professor identificar quem assimilou o conteúdo com mais clareza.

Materiais e ferramentas:

Os recursos dessa aula foram escolhidos para serem acessíveis e fáceis de preparar. As imagens podem ser impressas em preto e branco se necessário, ou projetadas no datashow. Os cartões ilustrados são o coração da atividade em grupo e precisam ter desenhos claros, sem muita informação escrita, já que os alunos ainda estão em processo de alfabetização. O painel pode ser feito com papel kraft ou cartolina dividida ao meio com uma linha.

  • Imagens impressas ou projetadas de brincadeiras antigas (pião, amarelinha, bolinha de gude, bambolê) e atuais (videogame, tablet, aplicativos).
  • Cartões ilustrados com desenhos de brincadeiras variadas (pelo menos 12 cartões, 6 antigas e 6 atuais), um conjunto por grupo.
  • Painel coletivo em papel kraft ou cartolina, dividido em duas colunas com os títulos 'Antigamente' e 'Hoje'.
  • Cola bastão ou fita adesiva para fixar os cartões no painel.
  • Datashow ou impressora para preparar as imagens iniciais (opcional, pode ser substituído por imagens impressas em tamanho A4).

Inclusão e acessibilidade

Toda turma tem sua diversidade, mesmo quando não há diagnósticos formais. Alguns alunos podem ser mais tímidos na roda de conversa, outros podem ter dificuldade de se concentrar em grupo. A boa notícia é que essa aula já tem uma estrutura que favorece diferentes perfis: quem não quer falar na roda pode participar ativamente na atividade com os cartões. O professor pode circular pelos grupos e dar atenção individual sem interromper o fluxo da aula. Vale observar se algum aluno parece isolado durante o trabalho em grupo ou se há conflitos na tomada de decisão, pois esses são momentos importantes de aprendizado socioemocional que merecem atenção.

  • Usar cartões com ilustrações grandes e coloridas para facilitar a identificação das brincadeiras por alunos com dificuldades de leitura ou atenção.
  • Permitir que alunos mais tímidos participem da roda de conversa de forma opcional, sem pressão para falar, valorizando também a escuta ativa.
  • Formar grupos mistos (alunos com diferentes perfis de participação) para que crianças mais comunicativas ajudem as mais reservadas de forma natural.
  • Incluir nos cartões brincadeiras de diferentes regiões do Brasil e de outros países, respeitando a diversidade cultural da turma e ampliando o repertório de todos.
  • Adaptar o painel para alunos com dificuldade motora fina: o professor pode ajudar a colar o cartão enquanto o aluno indica onde deve ir, garantindo participação sem frustração.
  • Evitar comparações entre as respostas dos alunos durante a roda de conversa, valorizando todas as contribuições como igualmente válidas.

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