De Onde Eu Vim? Conhecendo Minha Família!

Desenvolvida por: Sônia … (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: História – Mundo pessoal: eu, meu grupo social e meu tempo
Temática: Identidade familiar e diversidade de arranjos familiares

Essa atividade convida os alunos do 1º ano a explorarem algo muito próximo deles: a própria família. A ideia central é que cada criança construa sua 'Árvore da Minha Família', preenchendo os galhos com nomes e desenhos das pessoas que fazem parte do seu núcleo familiar — pais, avós, irmãos, tios ou qualquer pessoa que a criança considere parte da sua família.

Antes de começar o desenho, o professor conduz uma roda de conversa descontraída, mostrando imagens de diferentes tipos de família: famílias com pai e mãe, famílias com dois pais, duas mães, famílias com avós como responsáveis, filhos únicos, famílias grandes com muitos irmãos. O objetivo dessa conversa é deixar claro para os alunos que não existe um modelo único de família — todas são válidas e merecem respeito.

Depois da roda de conversa, cada aluno recebe uma folha com o desenho de uma árvore grande, com galhos espaçados para escrever nomes e fazer pequenos desenhos dos familiares. O professor circula pela sala, ajudando quem tiver dificuldade para escrever os nomes ou identificar os membros da família. Essa é uma boa hora para observar como cada criança se relaciona com o tema.

Na parte final da aula, os alunos apresentam suas árvores para a turma. Cada um conta uma curiosidade sobre algum familiar — pode ser algo simples, como 'minha avó faz o melhor bolo de chocolate' ou 'meu irmão adora futebol'. Essa apresentação trabalha a oralidade de forma natural, sem pressão.

A atividade conecta História com Língua Portuguesa e Arte, já que envolve escrita, desenho e expressão oral. Também trabalha habilidades socioemocionais importantes para essa faixa etária: reconhecer e respeitar as diferenças, sentir orgulho da própria história e desenvolver empatia ao ouvir sobre a família dos colegas. É uma aula que costuma gerar muito engajamento, porque fala diretamente da vida de cada criança.

Objetivos de Aprendizagem

O foco principal dessa aula é fazer com que os alunos reconheçam a própria família como parte da sua identidade. Quando a criança desenha e nomeia seus familiares, ela está organizando mentalmente quem ela é e de onde vem — e isso tem um valor enorme para o desenvolvimento da autoestima nessa fase. A roda de conversa inicial é essencial para ampliar esse olhar: os alunos percebem que existem muitos jeitos diferentes de se formar uma família, e que todos esses jeitos são legítimos. A apresentação oral no final reforça a escuta ativa e o respeito pela história do colega.

  • Identificar os membros da própria família e reconhecer o papel de cada um no seu cotidiano.
  • Compreender que existem diferentes tipos de arranjos familiares, todos igualmente válidos.
  • Representar graficamente a família por meio de desenhos e escrita de nomes simples.
  • Expressar oralmente uma curiosidade ou característica sobre um familiar.
  • Demonstrar respeito e empatia ao ouvir sobre a família dos colegas.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF01HI01: Identificar aspectos do seu crescimento por meio do registro das lembranças particulares ou de lembranças dos membros de sua família e/ou de sua comunidade. Conheça mais sobre a EF01HI01
  • EF01HI02: Identificar a relação entre as suas histórias familiares e as histórias dos lugares onde viveu e/ou vive. Conheça mais sobre a EF01HI02
  • EF01HI03: Descrever e distinguir os seus papéis e responsabilidades relacionados à família, à escola e à comunidade. Conheça mais sobre a EF01HI03
  • EF01HI04: Identificar as diferenças entre os variados ambientes em que vive (doméstico, escolar e da comunidade), reconhecendo as especificidades dos hábitos e das regras que os regem. Conheça mais sobre a EF01HI04

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa aula parte do que os alunos já conhecem — a própria família — e vai ampliando o olhar para a diversidade de arranjos familiares existentes na sociedade. Não se trata de ensinar um conceito abstrato de família, mas de ajudar cada criança a perceber que a sua história começa muito antes dela nascer e que cada família tem suas próprias tradições, jeitos de viver e de se organizar. Esse é o ponto de partida para trabalhar identidade, pertencimento e respeito à diversidade de forma concreta e significativa.

  • Conceito de família e diferentes tipos de arranjos familiares (nuclear, monoparental, homoafetiva, extensa, entre outros).
  • Membros da família e seus papéis no cotidiano da criança.
  • Representação gráfica e escrita de nomes simples relacionados à família.
  • Diversidade cultural e social nas famílias brasileiras.
  • Expressão oral: como contar sobre a própria história de forma simples e respeitosa.

Metodologia

A aula combina três momentos bem distintos: escuta coletiva, criação individual e apresentação para o grupo. Essa sequência é pensada para respeitar o ritmo das crianças de 6 e 7 anos, que precisam de momentos de movimento, fala e concentração intercalados. A roda de conversa inicial usa imagens visuais para tornar o conteúdo concreto. A construção da árvore é um momento mais tranquilo, de concentração e criação. A apresentação final devolve energia para a turma e trabalha a oralidade de forma natural. O professor atua como mediador em todos os momentos, fazendo perguntas abertas e valorizando todas as respostas.

  • Roda de conversa com imagens impressas ou projetadas de diferentes tipos de família para abrir o tema.
  • Atividade de criação individual: preenchimento da folha da 'Árvore da Minha Família' com desenhos e nomes.
  • Apoio individualizado do professor durante a criação, especialmente para ajudar na escrita dos nomes.
  • Apresentação oral voluntária: cada aluno conta uma curiosidade sobre um familiar para a turma.
  • Exposição das árvores na sala de aula ao final, criando um painel coletivo de identidades familiares.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula está organizada em uma sequência lógica de 60 minutos, dividida em três momentos principais. O início é mais coletivo e dialógico, o meio é individual e criativo, e o final volta a ser coletivo com foco na oralidade. Essa estrutura ajuda a manter o engajamento das crianças ao longo de toda a aula, alternando entre escuta, produção e compartilhamento.

  • Aula 1: Início com roda de conversa sobre tipos de família usando imagens (15 min) → Criação individual da Árvore da Minha Família com desenhos e escrita de nomes (25 min) → Apresentação oral de curiosidades sobre a família para a turma e montagem do painel coletivo (20 min).
  • Momento 1: Roda de Conversa — Conhecendo os Diferentes Tipos de Família (Estimativa: 15 minutos)
    Organize os alunos em roda no chão ou em suas cadeiras dispostas em círculo, criando um ambiente acolhedor e descontraído. Antes de começar, prepare as imagens de diferentes tipos de família — pelo menos 4 a 5 imagens diversas, podendo ser impressas em tamanho A4 ou projetadas no quadro. As imagens devem representar famílias variadas: família com pai e mãe, família com dois pais, família com duas mães, família com avós como responsáveis, família com filho único e família grande com muitos irmãos e irmãs.

    Inicie a conversa de forma natural, mostrando cada imagem e fazendo perguntas simples como: 'O que vocês veem nessa imagem?', 'Quem são as pessoas dessa família?', 'Essa família parece com a de alguém aqui da turma?'. Permita que os alunos falem livremente, respeitando o tempo de fala de cada um. É importante que você conduza a conversa reforçando, a cada imagem, que todas as famílias são diferentes e que todas são igualmente especiais e merecem respeito.

    Observe se os alunos participam com entusiasmo, se fazem perguntas ou comentários sobre as imagens, e se demonstram respeito pelas falas dos colegas. Caso algum aluno faça um comentário inadequado sobre algum tipo de família, intervenha com gentileza, reforçando a mensagem de respeito à diversidade com frases como: 'Cada família é única e especial do seu jeito, assim como a sua!'. Ao final da roda, faça uma síntese breve dizendo: 'Vimos que existem muitos tipos de família diferentes, e todas elas têm algo em comum: são feitas de pessoas que se cuidam e se amam. Agora vamos conhecer melhor a família de cada um de vocês!'

    Momento 2: Criação Individual da Árvore da Minha Família (Estimativa: 25 minutos)
    Distribua para cada aluno uma folha com o desenho de uma árvore grande, com galhos espaçados para escrita e desenho. Entregue também os materiais de criação: lápis de cor, canetinhas ou giz de cera para decorar, e lápis grafite ou caneta para escrever os nomes dos familiares.

    Explique a atividade de forma clara e com linguagem simples: 'Agora cada um vai preencher a sua própria árvore da família! Em cada galho, vocês vão escrever o nome de um familiar e fazer um pequeno desenho dele. Pode ser o papai, a mamãe, os avós, os irmãos, os tios — qualquer pessoa que vocês consideram parte da sua família.' É importante que você deixe claro que não existe uma resposta certa ou errada, e que cada árvore será diferente porque cada família é diferente.

    Durante a atividade, circule pela sala observando o progresso de cada aluno. Aproxime-se com atenção especial dos alunos que demonstrarem dificuldade para escrever os nomes dos familiares — ofereça ajuda escrevendo o nome em um papel separado para que o aluno possa copiar, ou escreva levemente com lápis no galho para que ele passe por cima. Permita que os alunos que ainda não dominam a escrita representem seus familiares apenas por desenhos, valorizando essa forma de expressão igualmente. Observe como cada criança se relaciona com o tema: algumas podem demonstrar entusiasmo, outras podem ficar mais quietas — respeite o ritmo de cada uma.

    Incentive os alunos com frases motivadoras como: 'Que família linda você está desenhando!', 'Que legal que você lembrou do seu avô!', 'Você está fazendo um trabalho incrível!'. Ao perceber que a maioria está finalizando, avise: 'Vamos terminar em mais dois minutinhos para depois contar para os amigos sobre a nossa família!'

    Momento 3: Apresentação Oral e Montagem do Painel Coletivo (Estimativa: 20 minutos)
    Convide os alunos a voltarem para a roda ou a permanecerem em seus lugares, segurando suas árvores. Explique que agora cada um terá a oportunidade de mostrar sua árvore para a turma e contar uma curiosidade sobre algum familiar — pode ser algo simples e divertido, como 'minha avó faz o melhor bolo de chocolate' ou 'meu irmão adora jogar futebol'.

    Inicie a apresentação de forma voluntária, perguntando: 'Quem quer começar?' Para os alunos mais tímidos ou reservados, não force a participação — ofereça alternativas como apresentar em dupla com um colega, ou simplesmente mostrar a árvore sem precisar falar muito. É importante que você valorize cada participação, por menor que seja, com expressões de encorajamento como: 'Que legal que você nos contou isso!', 'Obrigado por compartilhar com a gente!'.

    Gerencie o tempo das apresentações de forma gentil, garantindo que o maior número possível de alunos participe dentro dos 20 minutos disponíveis. Caso não haja tempo para todos apresentarem, combine que os demais poderão apresentar em outro momento da semana.

    Ao final das apresentações, organize a montagem do painel coletivo na parede da sala. Com fita adesiva ou barbante, fixe as árvores lado a lado, formando um grande painel. Diga para a turma: 'Olhem como ficou bonito! Todas as nossas famílias juntas formam a nossa grande família da sala!' Esse momento é muito significativo para as crianças, pois veem seu trabalho valorizado e exposto. Observe se os alunos demonstram orgulho ao ver sua árvore no painel e se mostram curiosidade e respeito ao olhar as árvores dos colegas — esses são indicadores importantes de aprendizagem socioemocional.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as estratégias a seguir têm caráter preventivo e inclusivo, garantindo que todos os alunos participem com conforto e segurança, respeitando as diferenças naturais de ritmo, timidez e maturidade típicas dessa faixa etária.

    Para alunos mais tímidos ou com dificuldade de expressão oral, permita que a apresentação seja feita em dupla com um colega de confiança, ou que o aluno apenas mostre sua árvore sem precisar falar. Nunca force a participação oral — o simples ato de mostrar o trabalho já é uma forma válida de expressão.

    Para alunos com dificuldade na escrita, ofereça um modelo escrito dos nomes dos familiares em um papel separado para que possam copiar, ou escreva suavemente com lápis no galho para que o aluno passe por cima com sua caneta. Valorize sempre a representação por desenho como forma legítima de comunicação.

    Para alunos que venham de contextos familiares sensíveis — como perda de familiar, separação ou adoção recente — conduza a roda de conversa e a atividade com delicadeza, reforçando que família é qualquer pessoa que a criança ama e que cuida dela. Nunca questione ou demonstre estranhamento diante da configuração familiar apresentada pelo aluno.

    Para alunos que terminam a atividade mais rapidamente, proponha um desafio extra: desenhar uma cena favorita vivida com a família, que poderá ser colada no verso da árvore. Isso mantém o engajamento sem pressionar os demais.

    Lembre-se: você já faz muito ao criar um ambiente acolhedor e respeitoso. Pequenas adaptações no dia a dia fazem uma enorme diferença na experiência de cada criança. Você está no caminho certo!

Avaliação

A avaliação dessa aula é principalmente formativa, ou seja, acontece durante a própria atividade. O professor observa como cada aluno participa da roda de conversa, como representa a família na árvore e como se expressa na apresentação oral. Não há certo ou errado aqui — o que importa é perceber se a criança conseguiu identificar os membros da sua família, se demonstrou respeito ao ouvir sobre a família dos colegas e se conseguiu se expressar de alguma forma, seja pelo desenho, pela escrita ou pela fala. Para alunos mais tímidos, a apresentação pode ser feita em dupla ou o professor pode fazer perguntas direcionadas durante a criação.

  • Observação formativa durante a roda de conversa: verificar se o aluno participa, faz perguntas ou comenta sobre os diferentes tipos de família apresentados. Critério: engajamento e respeito às falas dos colegas.
  • Análise da Árvore da Minha Família produzida: verificar se o aluno identificou e representou ao menos um membro da família, seja por desenho ou escrita. Critério: não se avalia qualidade artística, mas a capacidade de representar e nomear os familiares.
  • Apresentação oral: observar se o aluno consegue compartilhar ao menos uma informação sobre sua família para o grupo. Critério: clareza na comunicação e postura respeitosa ao ouvir os colegas. Para alunos mais reservados, aceitar respostas curtas ou apresentação em dupla como alternativa válida.

Materiais e ferramentas:

Os materiais escolhidos para essa aula são simples e de baixo custo, o que facilita a aplicação em qualquer contexto escolar. A folha da árvore pode ser desenhada pelo próprio professor e fotocopiada, sem necessidade de impressão colorida. As imagens de famílias diversas podem ser impressas em preto e branco ou projetadas, se a escola tiver projetor disponível. O mais importante é que as imagens mostrem famílias reais e diversas, evitando representações estereotipadas.

  • Folha com o desenho de uma árvore grande (uma por aluno), com galhos espaçados para escrita e desenho.
  • Imagens impressas ou projetadas de diferentes tipos de família (mínimo 4 a 5 imagens diversas).
  • Lápis de cor, canetinhas ou giz de cera para os alunos decorarem a árvore.
  • Lápis grafite ou caneta para escrever os nomes dos familiares.
  • Fita adesiva ou barbante para montar o painel coletivo na parede da sala.

Inclusão e acessibilidade

Toda turma tem sua diversidade, mesmo quando não há diagnósticos formais. Nessa atividade, o maior cuidado é garantir que nenhuma criança se sinta excluída ou envergonhada pela configuração da sua família. Alguns alunos podem viver em abrigos, com famílias adotivas ou em situações de guarda compartilhada — e a roda de conversa inicial precisa deixar claro que todas essas configurações são família. Para crianças com dificuldade na escrita, o desenho é suficiente. Para as mais tímidas, a apresentação oral pode ser feita em dupla ou substituída por uma fala para o professor em particular. Fique atento a sinais de desconforto durante a atividade: uma criança que se recusa a participar ou que fica quieta pode estar passando por algo difícil em casa.

  • Aceitar diferentes formas de representação da família: desenho, escrita, colagem ou combinação de todos — sem exigir um formato único.
  • Durante a roda de conversa, incluir imagens de famílias diversas: monoparentais, homoafetivas, com avós como responsáveis, famílias interraciais e famílias adotivas.
  • Para alunos com dificuldade na escrita, o professor pode escrever os nomes com letra pontilhada para a criança traçar por cima.
  • A apresentação oral nunca deve ser obrigatória — oferecer a opção de apresentar em dupla ou apenas mostrar o desenho para a turma sem falar.
  • Evitar perguntas diretas sobre a ausência de algum familiar (ex: 'cadê seu pai?') — deixar que a criança represente quem ela quiser na árvore, sem questionamentos.
  • Ao montar o painel coletivo, garantir que todas as árvores sejam expostas com o mesmo destaque, valorizando igualmente a produção de cada aluno.

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