Essa atividade foi pensada para ser feita em casa, sem precisar de nenhum recurso digital. A criança recebe uma folha impressa colorida, cheia de desenhos temáticos — frutas, animais e brinquedos — organizados em grupos com quantidades variadas de até 100 unidades. A tarefa dela é contar cada coleção de objetos e escrever o número correspondente no espaço indicado ao lado do grupo. Isso trabalha diretamente o registro verbal e simbólico dos números, que é exatamente o que a habilidade EF01MA04 propõe.
Na segunda parte da folha, aparece uma reta numérica ilustrada com números e pequenos desenhos como referência visual. A criança recebe pares de números e precisa identificar qual é o maior ou o menor, pintando o número correto conforme a instrução da folha. Essa parte conecta diretamente com a habilidade EF01MA05, que trata da comparação de números naturais de até duas ordens com e sem suporte da reta numérica.
A folha também traz um pequeno desafio bônus: a criança pode tentar decompor um número em dois grupos usando bolinhas ou risquinhos, o que introduz de forma leve a ideia da habilidade EF01MA07, sobre composição e decomposição de números.
A atividade foi desenhada para ser visual, colorida e acessível. As instruções são curtas e diretas, com ícones que ajudam a criança a entender o que fazer mesmo sem a ajuda constante de um adulto. Para alunos com TDAH, a folha é dividida em blocos pequenos e bem delimitados, evitando sobrecarga visual. Para alunos com TEA nível 1, as instruções seguem sempre o mesmo padrão ao longo da folha, criando previsibilidade.
O professor pode usar a folha preenchida como instrumento de avaliação formativa, observando quais alunos acertaram a contagem, quais tiveram dificuldade com números maiores e quais ainda confundem maior e menor na reta numérica. É uma atividade simples de corrigir e muito rica em informações sobre o desenvolvimento de cada criança.
O grande objetivo aqui é que os alunos consigam dar sentido aos números que já conhecem de forma oral e passem a registrá-los por escrito com segurança. Contar objetos e anotar o resultado é um passo fundamental na alfabetização matemática — a criança precisa entender que o número escrito representa uma quantidade real. A comparação entre dois números, apoiada pela reta numérica, ajuda a construir a ideia de ordem e grandeza, que vai ser base para tudo que vem depois em matemática. A atividade também planta a semente da decomposição numérica, que vai ganhar mais força nas próximas etapas do 1º ano.
O conteúdo dessa atividade gira em torno de três eixos que se conectam naturalmente: contar, registrar e comparar. A contagem de coleções temáticas traz contexto real para os números — a criança não está contando pontos abstratos, está contando maçãs, gatinhos e carrinhos. O registro escrito do numeral consolida a relação entre quantidade e símbolo. Já a comparação com apoio da reta numérica introduz a noção de ordem, preparando o terreno para operações futuras.
A atividade usa uma abordagem visual e manipulativa adaptada ao contexto doméstico. A folha impressa funciona como o principal recurso, mas a criança pode usar lápis, giz de cera ou canetinha para marcar, pintar e escrever — o que já torna a experiência mais ativa do que simplesmente copiar. A divisão da folha em blocos temáticos pequenos ajuda a manter o foco, especialmente para crianças com TDAH. O uso de imagens familiares e coloridas cria engajamento natural, sem precisar de tela. A reta numérica ilustrada serve como andaime visual que a criança pode usar com autonomia, sem depender de um adulto para cada passo.
A atividade está organizada em uma única aula de 60 minutos, pensada para acontecer em casa. O tempo foi distribuído de forma que a criança tenha espaço para contar com calma, registrar e ainda explorar a parte da reta numérica sem pressa. A divisão em etapas curtas dentro da própria folha ajuda a criança a perceber seu progresso e manter o ritmo sem se sentir sobrecarregada.
Momento 1: Apresentação da atividade e distribuição dos materiais (Estimativa: 5 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos e apresentando a folha impressa colorida de forma animada e convidativa. Mostre a folha para a turma, destacando os desenhos temáticos — frutas, animais e brinquedos — e explique brevemente o que será feito em cada parte. Use uma linguagem simples e direta, como: 'Hoje vamos ser detetives dos números! Vamos contar figurinhas, descobrir qual número é maior e ainda temos um desafio surpresa no final!' Distribua os materiais necessários: a folha impressa, o lápis grafite, a borracha e os lápis de cor ou canetinhas. É importante que você leia em voz alta as instruções de cada bloco da folha antes de os alunos começarem, garantindo que todos compreendam o que fazer. Permita que os alunos façam perguntas rápidas sobre as instruções antes de iniciar. Observe se todos os alunos receberam os materiais e se estão organizados em seus lugares para começar.
Momento 2: Parte 1 — Contagem das coleções temáticas e registro do numeral (Estimativa: 30 minutos)
Oriente os alunos a começarem pela Parte 1 da folha, que consiste em contar os grupos de objetos temáticos — frutas, animais e brinquedos — e escrever o numeral correspondente no espaço indicado ao lado de cada grupo. Explique que, para não perder a conta, eles podem marcar ou riscar cada objeto com o lápis grafite à medida que forem contando. Demonstre essa estratégia em voz alta com um exemplo simples no quadro ou apontando para a folha: 'Olha, vou contar as maçãs: 1, 2, 3... e vou fazendo um risco em cada uma para não esquecer onde parei!' Circule pela sala durante toda essa etapa, observando como cada aluno está realizando a contagem. Intervenha de forma discreta quando perceber dificuldades, fazendo perguntas que guiem o raciocínio, como: 'Você já contou esse grupo? Quantos você encontrou até agora?' Evite dar a resposta diretamente; prefira estimular a recontagem. É importante que você observe quais alunos conseguem contar com segurança até quantidades maiores e quais ainda demonstram insegurança com números acima de 20 ou 50. Anote mentalmente ou em um caderno de registros essas observações para a avaliação formativa. Permita que os alunos trabalhem no próprio ritmo, sem pressão de tempo excessiva nessa etapa.
Momento 3: Parte 2 — Comparação de números na reta numérica (Estimativa: 15 minutos)
Ao perceber que a maioria dos alunos está concluindo a Parte 1, sinalize a transição para a Parte 2 com uma frase motivadora, como: 'Muito bem! Agora vamos usar a reta numérica para descobrir qual número é maior e qual é menor!' Antes de os alunos começarem, retome brevemente o conceito de maior e menor apontando para a reta numérica ilustrada na própria folha. Explique que os números que ficam mais à direita na reta são maiores e os que ficam mais à esquerda são menores. Use um exemplo prático: 'Se eu tenho o 30 e o 50, qual é maior? Vamos olhar na reta... o 50 está mais para lá, então ele é maior!' Oriente os alunos a pintarem o número correto conforme a instrução de cada par apresentado na folha. Circule pela sala e observe se os alunos estão usando a reta numérica como referência ou se estão tentando responder sem consultá-la. Incentive o uso da reta: 'Que tal olhar na reta numérica para ter certeza?' Observe se há alunos que confundem sistematicamente maior e menor, pois isso é um indicador importante para o planejamento de intervenções futuras.
Momento 4: Desafio bônus — Decomposição numérica (Estimativa: 7 minutos)
Para os alunos que terminarem as duas partes anteriores antes do tempo, apresente o desafio bônus de decomposição numérica de forma leve e sem pressão. Explique que esse desafio é opcional e que quem quiser pode tentar: 'Para quem já terminou, temos um desafio especial! Você vai pegar um número e tentar dividi-lo em dois grupos usando bolinhas ou risquinhos. Por exemplo, o número 10 pode virar 5 bolinhas e mais 5 bolinhas!' Permita que cada aluno escolha o número com o qual quer trabalhar dentro das sugestões da folha. Não corrija imediatamente as decomposições; prefira perguntar: 'Você acha que esses dois grupos juntos formam o número que você escolheu? Vamos contar para ver?' É importante que você não crie expectativa de que todos precisam chegar ao desafio bônus, evitando que alunos mais lentos se sintam pressionados ou frustrados.
Momento 5: Encerramento e recolhimento das folhas (Estimativa: 3 minutos)
Ao final da aula, peça que os alunos guardem os materiais e recolha as folhas preenchidas. Faça um breve fechamento coletivo, perguntando de forma descontraída: 'Qual parte vocês acharam mais fácil? E mais difícil?' Permita que dois ou três alunos respondam rapidamente, valorizando as respostas sem julgamentos. Reforce positivamente o esforço de todos: 'Vocês foram ótimos detetives dos números hoje!' As folhas recolhidas serão utilizadas como instrumento de avaliação formativa: analise a contagem realizada, a legibilidade dos numerais escritos, a coerência entre quantidade e numeral registrado e os acertos na comparação com a reta numérica. Registre as observações por aluno para orientar o planejamento das próximas aulas.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão algumas sugestões práticas e simples para tornar essa atividade ainda mais acessível para os alunos com TDAH e TEA Nível 1 da sua turma.
Para os alunos com TDAH: A folha já foi pensada em blocos pequenos e bem delimitados, o que é ótimo! Para potencializar isso, posicione esses alunos em lugares com menos distrações visuais e sonoras, preferencialmente próximos à sua mesa ou longe de janelas e portas. Durante a Parte 1, reforce verbalmente a estratégia de marcar cada objeto contado — isso ajuda a manter o foco e reduz a impulsividade de 'adivinhar' o número sem contar. Se perceber que o aluno está disperso, uma leve aproximação sua ou um toque gentil no ombro já pode ser suficiente para retomar o foco, sem precisar interromper a turma. Permita pequenas pausas entre as partes da folha, como um momento de alongamento rápido, antes de passar para a Parte 2. O desafio bônus pode ser especialmente motivador para alunos com TDAH que terminam mais rápido — use-o como um estímulo positivo, nunca como pressão.
Para os alunos com TEA Nível 1: A padronização das instruções ao longo da folha já cria a previsibilidade que esses alunos precisam — ótimo! Antes de distribuir a folha, mostre a sequência da atividade de forma visual e antecipada: 'Primeiro vamos fazer isso, depois isso, e por último isso.' Isso reduz a ansiedade diante do novo. Se possível, mantenha a rotina de início de atividade sempre igual (distribuição de materiais, leitura das instruções, início). Evite mudanças abruptas de instrução durante a atividade. Caso o aluno demonstre desconforto com a pintura na Parte 2, permita que ele circule ou marque o número de outra forma, como com um X ou sublinhando — o objetivo de identificar maior e menor é o que importa. O desafio bônus é completamente opcional para esses alunos, e isso deve ser comunicado com clareza e sem ambiguidade: 'Você só faz se quiser, tudo bem se não quiser.'
A avaliação dessa atividade é principalmente formativa. O professor analisa a folha preenchida pela criança e observa três pontos: se a contagem foi feita corretamente, se o numeral foi registrado de forma legível e se a comparação entre os números está certa. Não é uma prova — é uma leitura do que a criança já sabe e do que ainda precisa de reforço. Para alunos com TDAH ou TEA nível 1, o professor pode considerar a conclusão parcial da folha como evidência válida, sem exigir que todos os blocos estejam preenchidos.
Todos os recursos dessa atividade são físicos e de baixo custo, o que garante acesso para todas as famílias. A folha impressa é o centro de tudo — ela precisa ser colorida para manter o engajamento visual das crianças de 6 e 7 anos. O material de escrita e pintura já costuma estar disponível em casa. Nenhum recurso digital é necessário, o que torna a atividade viável em qualquer contexto doméstico.
Trabalhar com turmas que têm alunos com TDAH e TEA nível 1 pode parecer desafiador em atividades para casa, mas pequenos ajustes na folha já fazem uma diferença enorme. Para alunos com TDAH, o segredo é evitar poluição visual — cada bloco da folha deve ter espaço em branco ao redor e instruções curtas. Se a criança não terminar tudo, tudo bem: o que ela fez já é dado valioso. Para alunos com TEA nível 1, a previsibilidade das instruções ao longo da folha ajuda muito. Fique atento se a criança devolver a folha completamente em branco ou com sinais de frustração — isso pode indicar que a instrução não ficou clara ou que ela precisou de mais apoio do que o esperado em casa.
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