Essa atividade foi pensada para crianças de 6 e 7 anos que estão dando os primeiros passos na alfabetização. A ideia central é usar parlendas — textos curtos, rimados e cheios de ritmo — como ponto de entrada para explorar o sistema de escrita alfabética de um jeito concreto e divertido. As parlendas já fazem parte do universo oral das crianças, então partir delas faz todo sentido: o aluno já conhece o som, e a gente vai ajudá-lo a enxergar como esse som vira letra no papel. Nas duas aulas, o professor usa slides coloridos e cartões ilustrados para tornar o aprendizado mais visual e palpável. Na primeira aula, a turma vai observar uma parlenda projetada, repetir em voz alta e começar a distinguir letras de outros sinais gráficos, como pontos e travessões. Essa distinção é fundamental para que o aluno entenda o que é, de fato, uma letra. Na segunda aula, o foco muda um pouco: os alunos vão perceber que as letras representam sons da fala. O professor conduz a turma na segmentação oral das palavras em sílabas, usando cartões com imagens para conectar palavra, imagem e som. Essa associação tripla — ouvir, ver e falar — ajuda muito na fixação. A atividade também cuida do lado socioemocional: os alunos aprendem a esperar a vez, a participar em grupo e a respeitar os colegas durante as rodadas de repetição e identificação. Para alunos com TDAH e TEA Nível 1, há estratégias específicas de suporte visual, rotina clara e pausas planejadas. O plano está alinhado às habilidades EF01LP04, EF01LP05 e EF01LP06 da BNCC, garantindo que os objetivos de aprendizagem sejam atingidos de forma progressiva e significativa ao longo das duas aulas.
Os objetivos dessa atividade foram escolhidos para respeitar o ritmo natural de aprendizagem de crianças de 6 e 7 anos. A sequência é intencional: primeiro o aluno distingue letras de outros sinais, depois entende que letras representam sons, e por fim pratica a segmentação oral. Cada passo prepara o terreno para o próximo. Trabalhar com parlendas ajuda porque o texto já é familiar — o desafio fica na observação e na análise, não na decodificação do sentido. Assim, o aluno consegue focar no que realmente importa em cada momento da aula.
O conteúdo programático foi organizado para que as duas aulas se complementem. A primeira aula trata do reconhecimento visual — o aluno aprende a olhar para um texto e separar o que é letra do que não é. A segunda aula avança para o nível sonoro — o aluno percebe que cada letra tem um som e que as palavras podem ser quebradas em pedaços menores. Essa progressão é importante porque respeita a forma como a criança constrói o conhecimento sobre a escrita: do concreto e visual para o abstrato e sonoro.
As duas aulas usam a metodologia de aula expositiva, mas de um jeito ativo e participativo. O professor não apenas mostra — ele convida os alunos a repetir, apontar, bater palmas e responder. Os slides coloridos funcionam como âncora visual para toda a turma, especialmente para alunos com TDAH e TEA, que se beneficiam de referências visuais claras. Os cartões ilustrados entram como recurso manipulável, permitindo que os alunos toquem, segurem e movimentem os materiais. Essa combinação de visual, oral e cinestésico amplia as chances de aprendizagem para diferentes perfis de alunos.
As duas aulas têm 190 minutos cada e foram planejadas para avançar progressivamente. A primeira aula foca no reconhecimento visual das letras dentro da parlenda. A segunda aprofunda a relação entre sons e letras, chegando à segmentação silábica. Cada aula tem momentos de apresentação, prática coletiva e consolidação, com pausas planejadas para manter o foco, especialmente dos alunos com TDAH.
Momento 1: Acolhida e Introdução ao Gênero Parlenda (Estimativa: 20 minutos)
Inicie a aula recebendo os alunos com entusiasmo e organize a turma em semicírculo ou em suas carteiras voltadas para a projeção. Antes de apresentar qualquer conteúdo escrito, pergunte à turma: 'Vocês já ouviram falar de parlenda? Alguém sabe o que é?' Permita que os alunos respondam livremente, valorizando cada contribuição. Em seguida, explique de forma simples e animada que parlenda é um textinho curto, com ritmo e rima, que a gente fala quase como uma música ou brincadeira. Recite em voz alta uma parlenda conhecida, como 'Uni duni tê, salamê minguê, o sorvete é de chuchu, sai você!', com entonação rítmica e gestual. Convide a turma a repetir junto com você pelo menos duas vezes. É importante que esse momento seja leve e divertido, criando uma atmosfera de brincadeira que vai preparar os alunos para o que vem a seguir. Observe se os alunos demonstram familiaridade com o gênero e se conseguem repetir o ritmo com você.
Momento 2: Apresentação da Parlenda nos Slides (Estimativa: 25 minutos)
Projete o slide com a parlenda escolhida para a aula, escrita em fonte grande, colorida e de fácil leitura. Recomenda-se usar uma parlenda simples e conhecida, como 'Uni duni tê' ou 'Hoje é domingo, pede cachimbo'. Leia a parlenda em voz alta, apontando palavra por palavra com o cursor ou com uma régua, para que os alunos acompanhem visualmente o que está sendo lido. Depois, leia novamente e peça que a turma repita junto, mantendo o ritmo. Faça isso pelo menos três vezes, variando o volume: uma vez em voz normal, uma vez bem baixinho e uma vez bem alto. Essa variação mantém o engajamento e a atenção, especialmente dos alunos com TDAH. É importante que você aponte cada palavra enquanto a turma fala, reforçando a correspondência entre o que se ouve e o que se vê escrito. Ao final das repetições, pergunte: 'O que vocês estão vendo nessa tela além das letras?' Aceite as respostas com entusiasmo e use-as como gancho para o próximo momento.
Momento 3: O Que É uma Letra? Explorando o Slide (Estimativa: 30 minutos)
Mantenha a parlenda projetada e inicie uma conversa mediada sobre o que são letras. Aponte uma letra no slide e diga: 'Isso aqui é uma letra. Ela tem um nome e representa um som que a gente faz com a boca.' Em seguida, aponte um ponto final e pergunte: 'E isso aqui, é uma letra?' Espere as respostas e explique que existem outros sinais no texto que não são letras, como o ponto, a vírgula e o travessão, e que esses sinais têm funções diferentes. Use cores diferentes no slide para destacar as letras (por exemplo, em azul) e os outros sinais gráficos (por exemplo, em vermelho), se possível. Conduza uma rodada de identificação coletiva: aponte elementos aleatórios no slide e pergunte 'É letra ou não é letra?' para a turma responder em coro. Depois, chame alguns alunos individualmente para vir até a tela e apontar uma letra ou um sinal gráfico diferente de letra. Permita que todos que queiram participar tenham a oportunidade de ir até a frente. Observe se os alunos conseguem distinguir letras de outros sinais e anote mentalmente quem ainda apresenta dificuldade nessa diferenciação.
Momento 4: Identificando e Nomeando Letras do Alfabeto (Estimativa: 35 minutos)
Avance para um slide que mostre o alfabeto completo ao lado da parlenda, ou use um cartaz fixado na lousa. Aponte uma letra da parlenda e pergunte: 'Quem sabe o nome dessa letra?' Valorize todas as tentativas, corrigindo com gentileza quando necessário. Percorra as letras da parlenda uma a uma, envolvendo a turma nas respostas. Em seguida, proponha uma atividade de identificação em duplas: cada dupla recebe uma folha impressa com a parlenda em fonte grande e lápis de cor. Oriente os alunos a circular com uma cor as letras que conseguirem identificar e nomear. Circule pela sala, observando o trabalho das duplas, fazendo perguntas como 'Que letra é essa?' ou 'Você consegue achar outra igual a essa no texto?' e oferecendo apoio individualizado quando necessário. É importante que você não dê as respostas diretamente, mas faça perguntas que levem o aluno a pensar. Ao final, retome coletivamente apontando no slide as letras que aparecem na parlenda e pedindo que a turma as nomeie em conjunto.
Momento 5: Diferenciando Letras de Outros Sinais Gráficos — Atividade de Registro Individual (Estimativa: 35 minutos)
Distribua a folha de registro individual com a parlenda impressa em fonte grande. Explique a atividade com clareza: os alunos devem usar uma cor (por exemplo, amarelo) para circular todas as letras e outra cor (por exemplo, verde) para marcar os outros sinais gráficos, como pontos e vírgulas. Mostre um exemplo no slide antes de deixar os alunos trabalharem sozinhos. Dê um tempo adequado para que cada criança realize a atividade no seu próprio ritmo. Circule pela sala observando o desempenho de cada aluno e registrando em sua lista de observação quem está conseguindo diferenciar corretamente letras de outros sinais. Ofereça suporte individualizado aos alunos que demonstrarem dificuldade, apontando junto com eles os elementos no texto. Ao final do tempo, faça uma correção coletiva projetando a folha no slide e percorrendo cada elemento com a turma, confirmando o que é letra e o que não é.
Momento 6: Roda de Conversa e Consolidação da Aprendizagem (Estimativa: 25 minutos)
Reúna a turma novamente em semicírculo e retome a parlenda em voz alta, desta vez pedindo que os alunos repitam com você e, ao mesmo tempo, apontem no ar as letras que forem sendo ditas. Faça perguntas de consolidação como: 'O que é uma letra?', 'O que é diferente de letra num texto?', 'Para que servem esses outros sinais?' Permita que os alunos respondam livremente e complemente as respostas com explicações simples. É importante que esse momento seja dialógico e que você valorize as falas dos alunos, mostrando que as descobertas deles são válidas. Encerre o momento pedindo que cada aluno diga o nome de uma letra que lembrou da parlenda, criando uma rodada rápida de participação. Observe quem consegue nomear letras com segurança e quem ainda demonstra insegurança, para planejar intervenções na próxima aula.
Momento 7: Encerramento e Combinados para a Próxima Aula (Estimativa: 20 minutos)
Finalize a aula retomando brevemente o que foi aprendido: o que é uma parlenda, o que são letras e como elas são diferentes de outros sinais gráficos. Use um slide de encerramento com imagens e frases curtas que resumam os pontos principais. Pergunte à turma: 'O que vocês mais gostaram hoje?' e registre algumas respostas no quadro ou em um cartaz, mostrando que a opinião deles importa. Informe os alunos que na próxima aula vocês vão descobrir que as letras representam sons que a gente faz com a boca, criando expectativa e curiosidade. Guarde as folhas de registro individual para consulta e avaliação posterior. Organize os materiais com a turma e encerre com uma última repetição animada da parlenda, como forma de despedida e fixação.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão algumas sugestões práticas e viáveis para apoiar os estudantes com TDAH e TEA Nível 1 ao longo desta aula, sem sobrecarregar sua rotina.
Para alunos com TDAH: Posicione esses alunos mais próximos à projeção e a você, reduzindo distrações visuais ao redor. Durante as atividades mais longas, como a identificação de letras na folha (Momento 5), ofereça pequenas pausas de 2 a 3 minutos para que o aluno se movimente, como buscar um lápis, beber água ou simplesmente se espreguiçar. Divida as instruções em etapas curtas e use linguagem direta: 'Agora você vai circular as letras em amarelo. Só isso por enquanto.' Prefira chamar esses alunos para participar nas rodadas coletivas logo no início, quando ainda estão mais focados. Se possível, tenha uma folha de registro com menos elementos e espaçamento maior entre as linhas, facilitando a concentração na tarefa.
Para alunos com TEA Nível 1: Antecipe a rotina da aula para esses alunos antes de começar, mostrando brevemente o que vai acontecer: 'Primeiro vamos ouvir a parlenda, depois vamos olhar as letras, depois vamos fazer uma folha.' Isso reduz a ansiedade diante do desconhecido. Durante as rodadas de participação coletiva, evite chamar esses alunos de surpresa; prefira avisá-los com antecedência: 'Daqui a pouco vou te chamar para apontar uma letra, tudo bem?' Nos momentos de atividade em dupla, emparelhe o aluno com um colega tranquilo e acolhedor. A folha de registro individual pode ter instruções visuais com ícones (por exemplo, um lápis amarelo ao lado da instrução de circular letras), tornando a tarefa mais clara sem depender apenas da compreensão oral. Mantenha um tom de voz calmo e previsível ao longo de toda a aula, pois mudanças bruscas de volume ou ritmo podem causar desconforto. Permita que o aluno use fones de ouvido com abafamento de ruído, se disponível, durante os momentos de atividade individual, caso o ambiente esteja muito agitado.
Momento 1: Acolhida e Retomada da Parlenda (Estimativa: 20 minutos)
Receba os alunos com entusiasmo e organize a turma em semicírculo ou voltada para a projeção. Inicie a aula retomando a parlenda trabalhada na aula anterior, projetando-a no slide com a mesma formatação colorida e em fonte grande. Antes de ler, pergunte à turma: 'Vocês lembram o que aprendemos na última aula? Alguém lembra o nome desse textinho?' Valorize todas as respostas e, com leveza, relembre que se trata de uma parlenda. Em seguida, recite a parlenda em voz alta com ritmo e entonação, convidando os alunos a repetirem junto com você pelo menos duas vezes. É importante que esse momento seja descontraído e acolhedor, funcionando como uma ponte entre o que já foi aprendido e o que será explorado agora. Observe se os alunos demonstram familiaridade com o texto e se conseguem acompanhar o ritmo da repetição.
Momento 2: Revisão — O Que São Letras? (Estimativa: 20 minutos)
Mantenha a parlenda projetada e conduza uma breve revisão sobre o conteúdo da aula anterior. Aponte elementos no slide e pergunte: 'Isso aqui é uma letra ou outro sinal?' Faça isso de forma ágil e dinâmica, chamando diferentes alunos para responder. Use a cor de destaque já utilizada anteriormente para reforçar visualmente a diferença entre letras e outros sinais gráficos. Após a revisão, faça a transição para o novo conteúdo dizendo: 'Hoje vamos descobrir algo muito especial sobre as letras: cada uma delas representa um som que a gente faz com a boca!' Fale isso com entusiasmo, criando expectativa e curiosidade na turma. É importante que essa transição seja clara e motivadora, preparando os alunos cognitiva e emocionalmente para a nova aprendizagem.
Momento 3: Letras Representam Sons — Apresentação Expositiva (Estimativa: 30 minutos)
Projete um novo slide que mostre uma palavra da parlenda em destaque, por exemplo, a palavra 'UNI', com cada letra em uma cor diferente. Explique de forma simples e animada: 'Cada letrinha aqui representa um som que a gente faz quando fala. Olha: quando eu falo U, minha boca faz um som. Quando eu falo N, minha boca faz outro som.' Demonstre isso exagerando levemente a articulação de cada letra, para que os alunos possam observar o movimento da boca. Convide a turma a imitar junto com você. Em seguida, apresente outras palavras da parlenda no slide, uma de cada vez, e repita o processo: fale a palavra devagar, destacando cada som, e peça que os alunos repitam. Use perguntas direcionadas como: 'Quando eu falo essa letra, o que minha boca faz?' ou 'Vocês conseguem sentir o som na boca de vocês?' Permita que os alunos experimentem livremente, sem pressão por respostas corretas. Observe quais alunos demonstram compreensão da relação entre letra e som e quais ainda precisam de mais mediação.
Momento 4: Apresentação dos Cartões Ilustrados (Estimativa: 25 minutos)
Apresente os cartões ilustrados à turma, mostrando um de cada vez. Cada cartão deve ter a imagem de um lado e a palavra correspondente do outro. Mostre primeiro a imagem e pergunte: 'O que é isso?' Após a resposta dos alunos, vire o cartão e mostre a palavra escrita, dizendo: 'Isso aqui é a palavra que representa essa imagem. Quando a gente fala essa palavra, está usando sons. E esses sons viram letras no papel!' Repita esse processo com todos os cartões referentes às palavras da parlenda. É importante que você fale cada palavra com clareza e entonação, reforçando a conexão entre imagem, palavra falada e palavra escrita. Após apresentar todos os cartões, espalhe-os na lousa ou em um varal de cartões visível para toda a turma, para que possam ser consultados ao longo da aula. Observe se os alunos conseguem associar a imagem à palavra e se demonstram curiosidade pelo material.
Momento 5: Segmentação Silábica com Palmas — Atividade Coletiva (Estimativa: 35 minutos)
Explique à turma que agora vão aprender a dividir as palavras em pedacinhos chamados sílabas, e que vão usar as palmas para ajudar. Demonstre com uma palavra simples: pegue o cartão com a imagem, diga a palavra em voz alta e bata uma palma para cada sílaba. Por exemplo: 'U-NI' — duas palmas. Faça isso de forma exagerada e divertida, incentivando os alunos a baterem palmas junto com você. Em seguida, percorra os cartões um a um, pedindo que a turma inteira repita a palavra e bata palmas para cada sílaba. Varie a dinâmica: em alguns cartões, peça que batam palmas; em outros, que batam os pés; em outros, que deem um pulo para cada sílaba. Essa variação corporal mantém o engajamento e ajuda na fixação, especialmente para alunos com TDAH. Após a rodada coletiva, chame alunos individualmente para pegar um cartão, mostrar a imagem para a turma, falar a palavra e fazer a segmentação com palmas. Permita que todos que queiram participar tenham essa oportunidade. É importante que você corrija com gentileza quando necessário, sempre reforçando positivamente as tentativas. Observe quais alunos conseguem segmentar corretamente e quais ainda confundem sílabas com letras ou sons isolados.
Momento 6: Associação Palavra-Imagem-Som com a Parlenda Projetada (Estimativa: 25 minutos)
Projete novamente a parlenda completa no slide e distribua os cartões ilustrados entre os alunos ou grupos. Leia a parlenda em voz alta, palavra por palavra, apontando no slide. Quando chegar a uma palavra que corresponda a um cartão, peça que o aluno ou grupo que está com aquele cartão o levante e mostre para a turma. Em seguida, toda a turma faz a segmentação silábica daquela palavra com palmas. Repita a leitura da parlenda pelo menos duas vezes, garantindo que todos os cartões sejam apresentados. Essa atividade conecta de forma concreta a palavra escrita, a imagem e o som, reforçando a compreensão de que letras representam sons da fala. É importante que você mantenha um ritmo animado e encorajador durante toda a atividade. Observe se os alunos conseguem identificar a palavra no slide quando ela é lida e se associam corretamente ao cartão correspondente.
Momento 7: Atividade de Registro Individual (Estimativa: 20 minutos)
Distribua a folha de registro individual com a parlenda impressa em fonte grande e algumas imagens dos cartões ao lado. Explique a atividade com clareza: os alunos devem observar cada imagem, dizer a palavra em voz alta (em voz baixinha, para si mesmos), bater palmas contando as sílabas e então escrever o número de sílabas no espaço indicado ao lado de cada imagem. Mostre um exemplo no slide antes de deixar os alunos trabalharem sozinhos. Dê um tempo adequado para que cada criança realize a atividade no seu próprio ritmo. Circule pela sala observando o desempenho de cada aluno, fazendo perguntas como 'Quantas palmas você deu para essa palavra?' e oferecendo suporte individualizado quando necessário. Ao final do tempo, faça uma correção coletiva projetando a folha no slide, percorrendo cada imagem com a turma e confirmando a segmentação correta com palmas coletivas.
Momento 8: Roda de Conversa e Consolidação (Estimativa: 15 minutos)
Reúna a turma novamente em semicírculo e conduza uma roda de conversa para consolidar as aprendizagens da aula. Faça perguntas como: 'O que as letras representam?', 'O que é uma sílaba?', 'Como a gente pode descobrir quantas sílabas tem uma palavra?' Permita que os alunos respondam livremente e complemente as respostas com explicações simples e exemplos práticos. É importante que esse momento seja dialógico e que você valorize cada contribuição, mostrando que as descobertas dos alunos são válidas e importantes. Encerre pedindo que cada aluno escolha uma palavra da parlenda, diga em voz alta e faça a segmentação com palmas. Crie uma rodada rápida e animada, garantindo que todos participem. Observe quem consegue realizar a segmentação com segurança e quem ainda demonstra insegurança, para planejar intervenções futuras.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão algumas sugestões práticas e viáveis para apoiar os estudantes com TDAH e TEA Nível 1 ao longo desta aula, sem sobrecarregar sua rotina.
Para alunos com TDAH: Posicione esses alunos próximos à projeção e a você, reduzindo distrações visuais ao redor. As atividades com palmas, pulos e movimentos corporais do Momento 5 são especialmente benéficas para esses alunos, pois canalizam a energia de forma produtiva — aproveite esse momento para envolvê-los ativamente. Durante a atividade de registro individual (Momento 7), ofereça uma folha com menos itens e espaçamento maior entre as imagens, facilitando a concentração. Divida as instruções em etapas curtas e diretas: 'Agora olha a imagem. Fala a palavra baixinho. Bate as palmas. Escreve o número.' Prefira chamar esses alunos para participar nas rodadas coletivas logo no início de cada momento, quando o foco ainda está mais preservado. Se perceber sinais de dispersão, um toque leve no ombro ou uma pergunta direta e gentil pode ser suficiente para reconectar o aluno à atividade.
Para alunos com TEA Nível 1: Antes de iniciar a aula, antecipe brevemente a rotina do dia para esses alunos: 'Hoje vamos relembrar a parlenda, depois vamos ver cartões com imagens, depois vamos bater palmas para dividir as palavras e depois vamos fazer uma folha.' Essa previsibilidade reduz a ansiedade e facilita a participação. Durante as rodadas de participação coletiva, evite chamar esses alunos de surpresa; avise com antecedência: 'Daqui a pouco vai ser a sua vez de mostrar o cartão, tudo bem?' Nos momentos de atividade com cartões, certifique-se de que o aluno está com um cartão de uma palavra que ele conhece bem, aumentando a chance de sucesso e confiança. A folha de registro individual pode ter instruções visuais com ícones simples ao lado de cada etapa, tornando a tarefa mais clara sem depender apenas da compreensão oral. Mantenha um tom de voz calmo e previsível ao longo de toda a aula, evitando mudanças bruscas de volume durante as repetições da parlenda. Se disponível, permita o uso de fones de ouvido com abafamento de ruído durante a atividade individual, caso o ambiente esteja muito agitado. Lembre-se: pequenas adaptações fazem uma grande diferença na experiência desse aluno, e você não precisa de recursos sofisticados para isso — sua atenção e cuidado já são o maior suporte que ele pode ter.
A avaliação dessa atividade é principalmente observacional e formativa, o que faz todo sentido para crianças de 6 e 7 anos. O professor acompanha o processo durante as próprias aulas, sem precisar de provas formais. Duas estratégias se complementam bem aqui: a observação participante durante as atividades coletivas e uma atividade simples de registro ao final de cada aula. Para alunos com TDAH ou TEA, o professor pode avaliar em momentos individuais curtos, sem pressão de tempo.
Os recursos foram escolhidos para equilibrar tecnologia e materiais concretos. Os slides garantem que toda a turma veja o mesmo texto ao mesmo tempo, com destaque visual para os elementos importantes. Os cartões ilustrados trazem o aprendizado para as mãos dos alunos, o que é especialmente útil para crianças que aprendem melhor tocando e manipulando. Todos os materiais são de baixo custo e fáceis de preparar, sem depender de equipamentos sofisticados.
Trabalhar com turmas que têm alunos com TDAH e TEA Nível 1 exige atenção, mas não precisa ser complicado. Pequenos ajustes na rotina e nos materiais já fazem uma grande diferença. Para alunos com TDAH, o mais importante é manter as instruções curtas, variar o ritmo da aula e prever pausas ativas — um momento para se levantar, bater palmas ou respirar antes de continuar. Para alunos com TEA Nível 1, a previsibilidade ajuda muito: avisar antes de cada mudança de atividade e manter a rotina visual no slide. Fique atento se algum aluno demonstrar sobrecarga sensorial (tampar os ouvidos, se isolar) ou dificuldade em esperar a vez — esses são sinais de que ele precisa de um suporte mais próximo naquele momento.
Todos os planos de aula são criados e revisados por professores como você, com auxílio da Inteligência Artificial
Crie agora seu próprio plano de aula