Exploradores do Meu Bairro

Desenvolvida por: Tania … (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Geografia
Temática: O sujeito e seu lugar no mundo, Meu lugar de convivência

A atividade 'Exploradores do Meu Bairro' tem como propósito desenvolver a compreensão espacial e geográfica dos alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, através da exploração do ambiente escolar. Através de uma abordagem prática e visual, os alunos serão introduzidos ao conceito de mapeamento e referenciais espaciais usando o corpo como referência. A atividade busca não apenas ensinar noções geográficas básicas, mas integrar conhecimentos interdisciplinares ao incluir medidas de direção e posicionamento que podem ser associadas às suas vivências diárias. Ao relacionar imagens a palavras simples, praticando a escrita e desenvolvendo habilidades de leitura, os alunos também estão envolvendo de maneira prática as habilidades cognitivas essenciais avançadas na BNCC. Além disso, ao participar em atividades de grupo, como a exploração do ambiente escolar com um mapa, os alunos têm a oportunidade de desenvolver habilidades sociais, como trabalhar em equipe e respeitar turnos, promovendo também o engajamento e interação social entre os pares. Este exercício prático, baseado no contexto real e nos elementos do dia-a-dia das crianças, facilita uma compreensão mais profunda de seu entorno imediato, promovendo o sentido de pertencimento e conscientização sobre o espaço físico e social onde estão inseridos.

Objetivos de Aprendizagem

Os objetivos de aprendizagem desta atividade são proporcionar aos alunos a capacidade de identificar e compreender sua localização e orientação em um espaço físico definido, a partir do uso de mapas simples. Os alunos aprenderão a aplicar referenciais espaciais básicos com base em seus próprios corpos, utilizando direções simples como esquerda, direita, em cima, embaixo para se orientar em relação ao espaço físico. Espera-se também que os alunos desenvolvam habilidades sociais através da colaboração em grupo, como comunicação eficaz e o respeito às ideias alheias, fundamentais para o desenvolvimento integral. O desenvolvimento dessas habilidades promoverá um maior entendimento do seu papel e interação no ambiente em que vivem, além de enriquecer seu vocabulário e capacidades de comunicação, que são essenciais para a alfabetização e o ensino fundamental.

  • Identificar a localização em um espaço físico usando referências simples.
  • Desenvolver habilidades de orientação espacial e sentido de direção.
  • Praticar a colaboração e comunicação em grupo.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF01GE09: Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência.

Conteúdo Programático

O conteúdo programático desta atividade aborda aspectos fundamentais da geografia aplicada ao aprendizado das crianças. Inicialmente, será apresentado o conceito de mapeamento e os tipos de mapas, começando com os mais simples. Será desenvolvido um vocabulário básico acerca dos elementos geográficos e a relação entre eles e o ambiente imediato dos alunos, como pontos de referência dentro da escola. Haverá uma atenção especial direcionada ao uso dos termos de orientação espacial, incentivando as crianças a utilizar seu próprio corpo como ponto de partida para estas referencias (frente, trás, esquerda, direita) e expandindo para conceitos de localização e deslocamento. Este conhecimento instrumentaliza as crianças a interpretar e adaptar-se a novos ambientes, além de proporcionar uma base sólida para a compreensão de mapas mais complexos no futuro, promovendo o desenvolvimento contínuo das capacidades de leitura e interpretação do espaço através da prática coordenada e do aprendizado experiencial.

  • Introdução ao conceito de mapeamento.
  • Vocabulário básico de orientação espacial.
  • Utilização de referenciais corporais em mapas simples.
  • Exploração prática de pontos de referência no ambiente escolar.

Metodologia

A metodologia a ser aplicada nesta atividade envolve inicialmente uma aula expositiva, na qual o professor introduz de maneira interativa os conceitos básicos relacionados ao mapeamento e à orientação espacial, utilizando-se de exemplos visuais e práticos que façam sentido no contexto das vivências dos alunos. A metodologia expositiva, embora tradicional, é aqui apoiada por interações constantes que estimulam as crianças a refletirem sobre seu próprio espaço. Esta aula é seguida por uma atividade prática, que engloba a exploração do ambiente escolar com mapas elaborados especialmente para esta atividade. Nesta parte, os alunos, organizados em pequenos grupos, serão incentivados a identificar diferentes pontos de referência nas dependências da escola e a utilizarem referências espaciais para se localizarem. Unem-se, assim, metodologias ativas de ‘mão na massa’, que favorecem o engajamento dos alunos por meio do aprendizado baseado na execução de tarefas e na resolução de problemas reais, pertinentes ao seu cotidiano.

  • Aula expositiva com exemplos visuais aplicados.
  • Atividade prática de exploração com mapas escolares simples.
  • Trabalho em grupo para fomentar a colaboração.

Aulas e Sequências Didáticas

O cronograma para esta atividade está organizado em duas aulas de 60 minutos cada, permitindo que os alunos tenham tempo suficiente para internalizar e aplicar os conceitos que estão sendo introduzidos. Na primeira aula, os princípios básicos de mapeamento e orientações espaciais são apresentados de maneira expositiva. Através de exercícios práticos, ainda em sala de aula, as crianças poderão se familiarizar com termos como 'frente', 'trás', 'esquerda' e 'direita', usando referências de seu próprio corpo. Na segunda aula, a turma sairá da sala de aula com o objetivo de colocar em prática o conceito aprendido, ao navegar pela escola com o uso de mapas simples preparados para a atividade. Nessa aula, a aplicação prática será promovida por meio da identificação de pontos chave ou “pontos de interesse”, proporcionando um cenário tangível e aplicável, que intensifica a compreensão dos referenciais estudados.

  • Aula 1: Introdução aos conceitos básicos de mapeamento e orientações espaciais.
  • Momento 1: Apresentação do Tema (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula apresentando o tema de forma animadora. Explique aos alunos o que é mapeamento de forma simples, mencionando que será uma aventura para descobrir lugares no mapa da escola. Utilize imagens de mapas e vídeos curtos para facilitar a compreensão. É importante que se ressalte a ideia de mapeamento como um desenho do lugar onde vivemos.

    Momento 2: Noções Básicas de Mapeamento (Estimativa: 15 minutos)
    Aprofunde o conceito de mapeamento utilizando o mapa da sala como exemplo. Desenhe no quadro e relacione elementos específicos, como a porta e as janelas, para que os alunos entendam as posições. Pergunte aos alunos o que mais pode estar no mapa, permitindo que sugiram outros elementos como carteiras ou prateleiras. Observe se os alunos identificam tais elementos corretamente.

    Momento 3: Introdução a Referenciais Espaciais (Estimativa: 15 minutos)
    Ensine direções básicas usando o próprio corpo. Peça para que os alunos se levantem e apontem para frente, para trás, para o lado direito e para o lado esquerdo. Introduza palavras do vocabulário espacial como próximo\

  • Aula 2: Atividade prática de exploração do ambiente escolar, utilizando mapas simples.
  • Momento 1: Revisão dos Conceitos de Mapeamento (Estimativa: 10 minutos)
    Comece a aula revisando rapidamente os conceitos de mapeamento e orientação espacial estudados na aula anterior. Relembre os alunos sobre o que é um mapa e como usamos referenciais espaciais simples. É importante que todos os alunos se sintam confortáveis com essas definições antes de prosseguir. Avalie o entendimento dos alunos através de perguntas diretas, como 'O que é um mapa?' e 'Para que lado é direita e esquerda?'.

    Momento 2: Introdução à Exploração do Mapa da Escola (Estimativa: 10 minutos)
    Apresente aos alunos um mapa simples das dependências da escola. Mostre onde estão a sala de aula, a biblioteca, o refeitório e os banheiros. Use este momento para explicar como eles irão explorar esses locais. Permita que os alunos façam perguntas e expressem seus interesses. Observe se todos conseguem identificar esses locais no mapa e ofereça ajuda individual se necessário.

    Momento 3: Atividade Prática de Exploração (Estimativa: 25 minutos)
    Divida os alunos em grupos pequenos para participar de uma caminhada de exploração pelas dependências escolares usando o mapa como guia. Oriente cada grupo a seguir uma rota específica marcada no mapa e identificar pontos de referência como a biblioteca ou o refeitório. Professores devem acompanhar e monitorar cada grupo enquanto eles discutem em equipe sobre suas descobertas. Permita que cada grupo explique para os outros o que observaram. Avalie a atividade observando a capacidade dos alunos em seguir as direções no mapa e sua colaboração em grupo.

    Momento 4: Discussão em Grupo e Reflexão (Estimativa: 15 minutos)
    Reúna novamente todos os alunos na sala de aula para discutir as experiências. Peça a cada grupo para compartilhar o que aprenderam durante a exploração. Conduza a discussão para que os alunos reflitam sobre a experiência e como o mapeamento pode ser útil no dia-a-dia. Reforce conceitos de respeito a turnos e escuta ativa entre colegas. Avalie a participação de cada aluno baseado na sua contribuição para a discussão.

Avaliação

Para avaliar o sucesso da atividade e o alcance dos objetivos de aprendizagem propostos, serão utilizados diversos métodos avaliativos adaptáveis. A avaliação formativa acontecerá continuamente durante a atividade, enquanto os alunos interagem e aplicam novos conhecimentos em tempo real, permitindo ao professor oferecer feedback imediato. Critérios como entendimento dos conceitos de direção, capacidade de se orientar utilizando um mapa e colaboração em grupo serão observados. Uma tarefa prática em grupo, ao final da atividade de exploração, também pode servir como forma de avaliação somativa, solicitando aos alunos que desenhem ou criem seus próprios mapas com base nas experiências vividas durante a exploração. Esta avaliação prática não só consolida o aprendizado como também desenvolve autoconfiança e expressividade. Adaptações específicas podem ser feitas para atender a diferentes estilos de aprendizagem e necessidades individuais, garantindo que todos possam participar plenamente da atividade, considerando a diversidade no ambiente de sala de aula.

  • Avaliação formativa durante a atividade, com feedback imediato.
  • Tarefa prática de reprodução de mapas com base na experiência adquirida.
  • Observação da colaboração e interação em grupo.

Materiais e ferramentas:

Os materiais e recursos planejados para esta atividade são desenhados para maximizar a eficácia e o engajamento dos alunos. Serão utilizados mapas simples, preparados de antemão pelo professor, que destacam as principais áreas e pontos de interesse da escola. Materiais visuais, como imagens e vídeos mostrando mapas e direções comuns, ajudarão a ilustrar os conceitos discutidos durante a aula expositiva. Outros recursos incluem papel e lápis para atividades de desenho de mapas ao término da atividade prática, incentivando a criatividade e a fixação do aprendizado. A presença de recursos audiovisuais pode ser considerada, se disponível, para enriquecer apresentações iniciais, mas seu uso deve ser avaliado considerando a infraestrutura disponível na escola e as necessidades do grupo de alunos.

  • Mapas simples das dependências escolares.
  • Materiais visuais (imagens e vídeos).
  • Papel e lápis para atividades de desenho.
  • Eventual uso de recursos audiovisuais para apresentações.

Inclusão e acessibilidade

Reconhecendo a importância da inclusão e acessibilidade no ambiente escolar, é recomendado ao professor a implementação de estratégias práticas que assegurem a participação efetiva de todos os alunos, garantindo equidade e um ambiente de aprendizado harmônico. Apesar de não haver na turma alunos identificados com necessidades específicas, sempre é viável promover a acessibilidade através de práticas pedagógicas diversificadas que não onerem excessivamente o tempo do professor ou os recursos da escola. Por exemplo, pode-se incluir a oferta de opções de linguagem simplificadas para facilitar a compreensão dos conceitos para alunos que apresentem dificuldade de aprendizado. Além disso, jogos de cooperação são uma estratégia poderosa para garantir que todos estejam envolvidos e que a comunicação flua de maneira respeitosa, contribuindo para um clima escolar acolhedor e respeitoso, onde cada aluno se sinta representado e valorizado.

  • Oferecer opções de linguagem e instruções simplificadas.
  • Inserir jogos de cooperação na proposta de atividade.
  • Garantir a comunicação respeitosa e inclusiva entre os alunos.
  • Monitorar continuamente o envolvimento e progresso dos alunos.

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