Dança em Movimento: Explorando o Corpo pelo Tempo!

Desenvolvida por: Josué … (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Artes (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro, Artes Integradas)
Temática: História e elementos da dança: do tradicional ao contemporâneo

Essa atividade leva os alunos do 6º ano a descobrirem a dança como linguagem artística viva, que muda com o tempo e carrega marcas culturais de cada época e lugar. A proposta tem duas aulas bem distintas: uma mais de observação e análise, outra de criação e apresentação.

Na primeira aula, o professor exibe vídeos e imagens de danças brasileiras e estrangeiras, como o frevo pernambucano, o balé clássico europeu e a dança contemporânea. Os alunos não assistem passivamente: são convidados a observar com perguntas-guia, identificar ritmo, uso do espaço, velocidade dos movimentos e a energia de cada estilo. A conversa em sala conecta o que aparece na tela com o que os alunos já conhecem, seja o funk, o forró ou qualquer dança do cotidiano deles.

Na segunda aula, a turma coloca o corpo em movimento. Em pequenos grupos, os alunos criam uma sequência curta de movimentos inspirada em pelo menos um dos estilos estudados. Não precisa ser uma coreografia perfeita: a ideia é que eles tomem decisões criativas, escolham como usar o espaço, o ritmo e a energia, e depois apresentem para a turma. Após cada apresentação, há uma roda de conversa rápida onde os próprios alunos falam sobre as escolhas que fizeram.

A atividade trabalha de forma integrada a dança, as artes visuais (ao analisar imagens e vídeos), a música (ritmo e tempo) e o teatro (expressão corporal e presença cênica). Também estimula empatia e colaboração, já que os grupos precisam negociar ideias e respeitar as limitações e potencialidades de cada colega. Alunos com deficiência auditiva participam ativamente com adaptações visuais e de comunicação, garantindo que todos tenham voz e corpo na atividade.

Objetivos de Aprendizagem

O foco dessa atividade é fazer com que os alunos percebam a dança não como algo distante ou reservado a especialistas, mas como uma forma de expressão humana acessível e cheia de significado histórico e cultural. Ao observar diferentes estilos, eles desenvolvem o olhar crítico para identificar semelhanças e diferenças entre danças de épocas e origens distintas. Quando partem para a criação, exercitam autonomia e tomada de decisão, escolhendo como traduzir em movimento o que aprenderam. A roda de conversa ao final reforça a capacidade de refletir sobre o próprio processo criativo, algo essencial para o desenvolvimento artístico nessa faixa etária.

  • Reconhecer e comparar diferentes estilos de dança brasileiros e estrangeiros, identificando características culturais e históricas de cada um.
  • Identificar elementos constitutivos do movimento dançado, como ritmo, espaço, tempo e energia, em vídeos e imagens analisados em aula.
  • Criar uma sequência de movimentos em grupo, fazendo escolhas criativas conscientes inspiradas nos estilos estudados.
  • Apresentar a sequência criada para a turma e refletir verbalmente sobre as decisões tomadas durante o processo.
  • Demonstrar respeito e colaboração ao trabalhar em grupo e ao assistir às apresentações dos colegas.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF69AR09: Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas. Conheça mais sobre a EF69AR09
  • EF69AR10: Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea. Conheça mais sobre a EF69AR10

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa atividade transita entre teoria e prática de forma integrada. Na parte mais expositiva, o foco está na leitura crítica de imagens e vídeos de dança, o que conecta com artes visuais e música. Já na parte prática, entram em cena elementos de teatro e expressão corporal. Essa integração entre linguagens artísticas é intencional: a dança não existe isolada, ela conversa com o ritmo musical, com a imagem visual e com a presença cênica. Trazer essa conexão para os alunos do 6º ano ajuda a ampliar o repertório cultural deles e a entender a arte como algo que atravessa fronteiras entre disciplinas.

  • Danças tradicionais brasileiras: frevo, forró, samba e suas origens culturais e regionais.
  • Danças estrangeiras: balé clássico e suas características históricas e estéticas.
  • Dança contemporânea: ruptura com padrões tradicionais e valorização da expressão individual.
  • Elementos constitutivos do movimento: ritmo, espaço, tempo e energia.
  • Leitura e análise crítica de imagens e vídeos de dança.
  • Criação coreográfica coletiva: processo criativo, escolhas e apresentação.
  • Reflexão sobre diversidade cultural na dança e respeito às diferentes formas de expressão.

Metodologia

A atividade combina dois momentos metodológicos complementares. No primeiro, o professor conduz uma aula expositiva com recursos audiovisuais, mas de forma dialogada: os alunos recebem perguntas-guia antes de assistir aos vídeos, o que direciona o olhar e torna a observação mais ativa. No segundo momento, a metodologia mão-na-massa coloca os alunos como protagonistas: eles criam, decidem e apresentam. O professor atua como mediador, circulando pelos grupos, fazendo perguntas que ajudem a aprofundar as escolhas criativas sem impor soluções. Essa combinação garante que os alunos passem pela experiência completa: ver, analisar, criar e refletir.

  • Aula expositiva dialogada com exibição de vídeos curtos (2 a 3 minutos cada) de frevo, balé clássico e dança contemporânea, seguida de discussão guiada por perguntas.
  • Uso de perguntas-guia entregues antes dos vídeos, como: 'Que partes do corpo o dançarino usa mais?' e 'O movimento é rápido ou lento? Muda ao longo da música?'
  • Organização da turma em grupos de 4 a 5 alunos para a criação de sequências de movimento na segunda aula.
  • Apresentação das sequências criadas para a turma, com tempo de 2 a 3 minutos por grupo.
  • Roda de conversa reflexiva após as apresentações, onde cada grupo explica brevemente as escolhas feitas.
  • Uso de recursos visuais acessíveis (legendas nos vídeos, imagens impressas) para garantir participação de alunos com deficiência auditiva.

Aulas e Sequências Didáticas

As duas aulas têm ritmos bem diferentes. A primeira é mais contemplativa e analítica, com os alunos assistindo, observando e conversando. A segunda é ativa e criativa, com o corpo em movimento. Essa progressão é intencional: primeiro os alunos constroem um repertório visual e conceitual, depois usam esse repertório para criar. O tempo de 50 minutos em cada aula é suficiente se o professor já chegar com os vídeos selecionados e os grupos pré-definidos para a segunda aula.

  • Aula 1 (50 min): O professor apresenta vídeos de frevo, balé clássico e dança contemporânea com perguntas-guia. Os alunos observam, registram impressões e participam de uma discussão coletiva sobre ritmo, espaço, tempo e energia em cada estilo. Ao final, o professor apresenta a proposta da próxima aula e organiza os grupos.
  • Momento 1: Abertura e Ativação de Conhecimentos Prévios (Estimativa: 8 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em semicírculo ou mantendo-os em suas carteiras, de forma que todos possam ver o projetor ou televisão. Apresente-se ao tema com uma pergunta provocadora para a turma: 'Vocês já dançaram alguma vez? Que tipo de dança? O que vocês sentiram no corpo enquanto dançavam?' Permita que os alunos respondam livremente, valorizando todas as respostas sem julgamento. É importante que você escute com atenção e registre no quadro algumas palavras-chave que surgirem, como nomes de danças, sensações e emoções citadas. Em seguida, explique brevemente que a dança é uma linguagem artística que muda com o tempo e carrega marcas culturais de cada época e lugar, e que nessa aula vão explorar três estilos diferentes: o frevo, o balé clássico e a dança contemporânea. Esse momento inicial serve para criar vínculo com o conteúdo e ativar o que os alunos já sabem, tornando a aprendizagem mais significativa.

    Momento 2: Distribuição das Perguntas-Guia e Orientação para Observação (Estimativa: 7 minutos)
    Distribua as perguntas-guia impressas para cada aluno ou escreva-as no quadro de forma visível para toda a turma. As perguntas sugeridas são: 'Que partes do corpo o dançarino usa mais?', 'O movimento é rápido ou lento? Muda ao longo da música?', 'Como o dançarino usa o espaço ao redor dele?', 'A dança parece leve ou pesada? Por quê?' e 'Que sentimento ou ideia essa dança transmite para você?'. Explique que durante os vídeos eles devem observar com atenção e anotar suas impressões em um caderno ou folha avulsa, respondendo às perguntas para cada estilo assistido. Oriente que não existe resposta certa ou errada: o que importa é o olhar atento e a percepção de cada um. É importante que você verifique se todos os alunos receberam as perguntas e se compreenderam a proposta antes de iniciar os vídeos. Observe se há dúvidas e esclareça-as antes de prosseguir.

    Momento 3: Exibição dos Vídeos e Registro de Impressões (Estimativa: 15 minutos)
    Exiba os três vídeos selecionados previamente, um de cada vez, com duração de aproximadamente 2 a 3 minutos cada. Comece pelo frevo (sugestão: apresentações do Galo da Madrugada), depois o balé clássico (sugestão: trechos do Lago dos Cisnes) e, por fim, a dança contemporânea (sugestão: Cia. Débora Colker ou Grupo Corpo). Certifique-se de que os vídeos estejam com legendas ativadas sempre que possível. Entre um vídeo e outro, dê cerca de 1 minuto para que os alunos completem suas anotações sobre o estilo que acabaram de assistir. Circule pela sala durante esse tempo para observar quem está registrando e quem está com dificuldade, oferecendo apoio discreto quando necessário. Evite interromper os vídeos com explicações longas: guarde os comentários para a discussão coletiva. Observe se os alunos estão utilizando os termos das perguntas-guia em suas anotações, pois isso será um indicador inicial de aprendizagem.

    Momento 4: Discussão Coletiva sobre os Elementos do Movimento (Estimativa: 15 minutos)
    Após a exibição dos três vídeos, conduza uma discussão coletiva com a turma. Retome as perguntas-guia uma a uma e convide os alunos a compartilharem suas observações. Organize a conversa introduzindo os quatro elementos constitutivos do movimento: ritmo, espaço, tempo e energia. À medida que os alunos forem respondendo, ajude-os a conectar suas percepções a esses conceitos. Por exemplo, se um aluno disser que o frevo é 'muito agitado', pergunte: 'Isso tem a ver com o ritmo, com a velocidade dos movimentos ou com a energia do dançarino?' Escreva no quadro os quatro elementos e vá relacionando as falas dos alunos a cada um deles. É importante que você valorize as conexões que os alunos fizerem com danças do cotidiano deles, como o funk e o forró, pois isso aproxima o conteúdo da realidade deles. Permita que os alunos discordem entre si com respeito e estimule a comparação entre os três estilos assistidos. Ao final desse momento, faça uma síntese oral dos principais pontos levantados, reforçando os quatro elementos trabalhados.

    Momento 5: Apresentação da Proposta da Próxima Aula e Organização dos Grupos (Estimativa: 5 minutos)
    Explique à turma a proposta da próxima aula: em grupos de 4 a 5 alunos, eles vão criar uma sequência curta de movimentos inspirada em pelo menos um dos estilos estudados e apresentá-la para a turma. Deixe claro que não é necessário fazer uma coreografia perfeita: o que importa é que o grupo tome decisões criativas juntos, escolhendo como usar o espaço, o ritmo e a energia. Organize os grupos nesse momento para que na próxima aula o tempo seja aproveitado ao máximo. Procure montar grupos heterogêneos, misturando alunos com diferentes perfis e habilidades. Anuncie os grupos em voz alta e registre no quadro ou em uma lista. Permita que os alunos façam perguntas sobre a proposta e esclareça eventuais dúvidas. Encerre a aula reforçando que a dança é uma forma de expressão de cada um e que todas as criações serão bem-vindas e respeitadas.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Para garantir que os alunos com deficiência auditiva participem plenamente desta aula, algumas adaptações simples fazem toda a diferença. Sempre que possível, ative as legendas nos vídeos exibidos: a maioria das plataformas como YouTube oferece essa opção de forma gratuita e rápida. Se o intérprete de LIBRAS estiver presente, posicione-o em um local visível para o aluno com deficiência auditiva, de preferência próximo à tela onde os vídeos serão exibidos, para que o aluno possa alternar o olhar entre o vídeo e o intérprete sem perder informações. Durante a discussão coletiva, repita em voz alta e de forma clara as falas dos colegas antes de comentá-las, ajudando o intérprete a acompanhar o ritmo da conversa. As perguntas-guia impressas são especialmente importantes para esses alunos, pois garantem acesso visual ao conteúdo independentemente da comunicação oral. Considere também disponibilizar imagens impressas dos estilos de dança estudados como material de apoio visual durante a observação dos vídeos. Ao organizar os grupos para a próxima aula, procure incluir o aluno com deficiência auditiva em um grupo receptivo e colaborativo, e oriente os colegas sobre a importância de se comunicar de forma clara, usando gestos e expressões faciais quando necessário. Lembre-se: pequenas adaptações criam grandes oportunidades de aprendizagem para todos!

  • Aula 2 (50 min): Os grupos recebem 20 minutos para criar uma sequência de movimentos inspirada em pelo menos um estilo estudado. Em seguida, cada grupo apresenta para a turma (2 a 3 minutos). A aula termina com uma roda de conversa rápida onde os alunos falam sobre suas escolhas criativas.
  • Momento 1: Retomada e Aquecimento Corporal (Estimativa: 8 minutos)
    Inicie a aula reorganizando o espaço da sala com as carteiras afastadas para as bordas, criando uma área central livre para movimentação. Reúna os alunos em roda e faça uma retomada rápida do que foi visto na aula anterior, perguntando: 'Quem lembra os três estilos de dança que assistimos? Quais elementos do movimento identificamos?' Permita que dois ou três alunos respondam brevemente, reforçando os quatro elementos: ritmo, espaço, tempo e energia. Em seguida, conduza um aquecimento corporal simples de cerca de 3 minutos: peça que os alunos sacudam as mãos, girem os ombros, movimentem o pescoço com cuidado, deem pequenos saltos no lugar e experimentem ocupar o espaço ao redor deles com os braços. É importante que você participe do aquecimento junto com os alunos, pois isso reduz a inibição e cria um clima de confiança. Observe se há alunos com vergonha ou resistência ao movimento e incentive-os com gentileza, reforçando que não existe jeito certo ou errado de se mover. Ao final do aquecimento, anuncie os grupos formados na aula anterior e oriente cada grupo a se reunir em um canto do espaço disponível.

    Momento 2: Criação da Sequência de Movimentos em Grupo (Estimativa: 20 minutos)
    Explique à turma que cada grupo terá 20 minutos para criar uma sequência curta de movimentos com duração de 2 a 3 minutos, inspirada em pelo menos um dos estilos estudados: frevo, balé clássico ou dança contemporânea. Deixe claro que a sequência não precisa ser uma coreografia perfeita ou ensaiada: o que importa é que o grupo tome decisões criativas juntos, escolhendo como usar o espaço, o ritmo e a energia. Coloque músicas dos estilos estudados em volume baixo como ambientação, alternando entre os três estilos durante o tempo de criação. Distribua para cada grupo uma ficha simples com três perguntas orientadoras: 'Qual estilo vocês escolheram como inspiração?', 'Como vão usar o espaço: espalhados, em fila, em círculo?' e 'O movimento será mais rápido, lento ou vai variar?' Circule pelos grupos durante todo o tempo de criação, observando o processo sem interferir diretamente nas escolhas criativas. Intervenha apenas quando um grupo estiver travado ou com conflitos, fazendo perguntas que ajudem a desbloquear: 'O que vocês acharam mais interessante no estilo que escolheram?' ou 'Tem algum movimento que todo mundo consegue fazer junto?'. É importante que você incentive a participação de todos os integrantes, verificando se nenhum aluno está sendo deixado de lado nas decisões do grupo. Avise os grupos quando faltarem 5 minutos para o fim do tempo de criação, para que possam ensaiar brevemente a sequência antes das apresentações.

    Momento 3: Apresentações dos Grupos (Estimativa: 15 minutos)
    Organize a turma para as apresentações: os alunos que não estão apresentando sentam-se nas bordas do espaço, formando uma plateia. Defina a ordem de apresentação dos grupos e anuncie-a em voz alta. Antes de cada apresentação, peça ao grupo que diga rapidamente qual estilo escolheu como inspiração, preparando a plateia para o que vai ver. Cada grupo tem de 2 a 3 minutos para apresentar sua sequência. Coloque a música escolhida ou uma música do estilo correspondente durante a apresentação. É importante que você mantenha um clima de respeito e acolhimento durante as apresentações, reforçando antes de começar que a plateia deve assistir com atenção e aplaudir ao final de cada grupo. Observe a participação de todos os integrantes durante as apresentações e registre suas percepções em uma rubrica simples com três critérios: coerência entre o estilo escolhido e os movimentos criados, participação de todos os integrantes e presença cênica do grupo. Evite fazer comentários avaliativos em voz alta durante as apresentações: guarde suas observações para a roda de conversa. Ao final de cada apresentação, conduza um aplauso coletivo e permita um breve momento de respiração antes do próximo grupo subir.

    Momento 4: Roda de Conversa Reflexiva (Estimativa: 5 minutos)
    Após todas as apresentações, reúna a turma em roda sentada no chão ou nas cadeiras dispostas em círculo. Conduza uma roda de conversa rápida onde cada grupo tem cerca de 1 minuto para responder: 'Qual estilo vocês escolheram e por quê?' e 'O que foi mais difícil de decidir juntos?'. Permita que os alunos falem livremente e valorize todas as respostas, conectando as falas aos elementos trabalhados na aula anterior: ritmo, espaço, tempo e energia. Se o tempo permitir, faça uma pergunta aberta para a turma: 'Vocês perceberam alguma semelhança ou diferença entre as sequências dos grupos?' Encerre a roda reforçando que todas as criações foram válidas e que o processo de tomar decisões criativas em grupo já é em si uma forma de aprender sobre dança.

    Momento 5: Autoavaliação e Encerramento (Estimativa: 2 minutos)
    Distribua uma folha pequena ou peça que os alunos abram o caderno para responder rapidamente a três perguntas de autoavaliação: 'O que aprendi sobre dança nessas aulas?', 'O que foi mais difícil na criação em grupo?' e 'O que eu mudaria na nossa sequência?'. Como o tempo é curto, oriente que as respostas sejam breves, de uma a duas frases cada. Recolha as folhas ao final ou peça que os alunos guardem no caderno para entregar na próxima aula. Encerre a atividade agradecendo a participação de todos, reforçando que a dança é uma linguagem viva que pertence a cada um e que todas as formas de expressão têm valor. Permita que os alunos ajudem a reorganizar o espaço da sala antes de sair.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo algo muito especial ao garantir que todos os alunos participem plenamente desta aula! Para os alunos com deficiência auditiva, algumas adaptações simples tornam toda a diferença sem sobrecarregar o seu planejamento. Durante o aquecimento corporal, posicione-se sempre em um local visível para o aluno com deficiência auditiva e use gestos e expressões faciais claras para comunicar as instruções de movimento, complementando a fala. Se houver intérprete de LIBRAS presente, posicione-o próximo a você durante as explicações e próximo ao aluno durante o tempo de criação em grupo. Ao explicar a proposta de criação, entregue a ficha com as perguntas orientadoras impressas: esse recurso visual já garante que o aluno compreenda a tarefa de forma autônoma, independentemente da comunicação oral. Durante as apresentações, se possível, projete o nome do estilo escolhido por cada grupo em um slide ou escreva no quadro antes de cada apresentação, para que o aluno com deficiência auditiva saiba o contexto do que está assistindo. Lembre-se de que a dança é uma linguagem essencialmente visual e corporal, o que significa que o aluno com deficiência auditiva tem plenas condições de participar da criação e da apresentação com os colegas, sentindo o ritmo pela vibração do som ou observando os movimentos do grupo. Na roda de conversa, repita em voz alta e de forma clara as falas dos colegas antes de comentá-las, ajudando o intérprete a acompanhar o ritmo da conversa. Para a autoavaliação, o aluno com deficiência auditiva pode responder em LIBRAS com apoio do intérprete ou por escrito, como preferir. Pequenos ajustes como esses criam um ambiente onde todos se sentem vistos, respeitados e capazes de aprender e criar juntos!

Avaliação

A avaliação dessa atividade considera tanto o processo quanto o produto. Não se trata de avaliar se o aluno dança bem, mas se ele conseguiu observar criticamente, fazer escolhas criativas e refletir sobre elas. O professor pode combinar duas ou três formas de avaliação para ter uma visão mais completa do aprendizado de cada aluno. Para alunos com deficiência auditiva, as adaptações já previstas na atividade (recursos visuais, intérprete de LIBRAS) valem também para os momentos avaliativos.

  • Observação participante durante a Aula 1: O professor observa e registra quais alunos conseguem identificar os elementos do movimento (ritmo, espaço, tempo, energia) nas discussões em sala. Critérios: participação na discussão, uso correto dos termos trabalhados, capacidade de comparar estilos diferentes. Exemplo prático: o professor anota em uma lista simples quais alunos identificaram ao menos dois elementos em cada vídeo assistido.
  • Avaliação da apresentação em grupo (Aula 2): Cada grupo é avaliado pela sequência apresentada e pela explicação das escolhas criativas na roda de conversa. Critérios: coerência entre o estilo escolhido e os movimentos criados, participação de todos os integrantes, clareza na explicação das escolhas. Exemplo prático: o professor usa uma rubrica simples com três níveis (atingiu, atingiu parcialmente, não atingiu) para cada critério.
  • Autoavaliação escrita ou oral: Ao final da Aula 2, cada aluno responde a três perguntas curtas: 'O que aprendi sobre dança nessas aulas?', 'O que foi mais difícil na criação em grupo?' e 'O que eu mudaria na nossa sequência?'. Para alunos com deficiência auditiva, a autoavaliação pode ser feita em LIBRAS com apoio do intérprete. Critério principal: capacidade de refletir sobre o próprio processo de aprendizagem.

Materiais e ferramentas:

Os recursos escolhidos para essa atividade são simples e acessíveis, mas fazem diferença na qualidade da experiência. Os vídeos precisam ser selecionados com antecedência pelo professor, priorizando versões com legenda ou com boa qualidade de imagem para facilitar a leitura visual dos movimentos. As imagens impressas servem como apoio extra, especialmente para os alunos com deficiência auditiva, que podem acompanhar a análise mesmo sem o áudio. O espaço da sala precisa ter uma área livre para os grupos se movimentarem na segunda aula.

  • Projetor ou televisão com acesso à internet para exibição dos vídeos.
  • Vídeos selecionados previamente: frevo (sugestão: apresentações do Galo da Madrugada), balé clássico (sugestão: trechos do Lago dos Cisnes) e dança contemporânea (sugestão: Cia. Débora Colker ou Grupo Corpo).
  • Perguntas-guia impressas ou escritas no quadro para orientar a observação dos vídeos.
  • Imagens impressas em preto e branco ou coloridas de dançarinos dos estilos estudados (opcional, mas útil para alunos com deficiência auditiva).
  • Caixinha de som ou aparelho de som para a Aula 2, com músicas dos estilos estudados para ambientar a criação.
  • Espaço livre na sala (carteiras afastadas) para os grupos se movimentarem durante a criação e apresentação.
  • Intérprete de LIBRAS presente nas duas aulas para alunos com deficiência auditiva.
  • Rubrica de avaliação simples impressa para o professor usar durante as apresentações.

Inclusão e acessibilidade

Ter alunos com deficiência auditiva na turma não é um obstáculo para essa atividade, é uma oportunidade de enriquecer a experiência de todos. A dança comunica muito além do som, e isso pode ser explorado de forma genuína. O mais importante é garantir que esses alunos tenham acesso às informações visuais desde o início: vídeos com legenda, imagens de apoio e a presença do intérprete de LIBRAS nas duas aulas. Na Aula 2, vale lembrar que o ritmo pode ser sentido pela vibração do chão ou por sinais visuais combinados com o grupo. Fique atento se o aluno com deficiência auditiva está sendo incluído nas decisões do grupo ou ficando de lado, isso é um sinal importante para intervir com cuidado.

  • Solicitar com antecedência a presença do intérprete de LIBRAS nas duas aulas.
  • Priorizar vídeos com legenda em português; se não houver, descrever brevemente o que está acontecendo antes de exibir.
  • Entregar as perguntas-guia impressas para todos os alunos, não apenas para os que têm deficiência auditiva, o que normaliza o uso do recurso.
  • Na Aula 2, combinar com o grupo que inclui aluno surdo um sinal visual (como levantar a mão) para indicar início e fim da sequência, substituindo a contagem verbal.
  • Posicionar o aluno com deficiência auditiva de frente para o professor e para o intérprete durante as explicações.
  • Durante a roda de conversa, garantir que o aluno com deficiência auditiva tenha espaço para se expressar em LIBRAS, com a fala traduzida para a turma pelo intérprete.
  • Evitar deixar a sala muito escura durante a exibição dos vídeos, pois o aluno surdo precisa enxergar o intérprete ao mesmo tempo em que assiste à tela.
  • Na avaliação, aceitar a autoavaliação em LIBRAS como equivalente à escrita, sem penalização.

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