Essa atividade transforma a sala de aula em um cenário de caça ao tesouro para que os alunos do 6º ano pratiquem os pronomes demonstrativos 'this', 'that', 'these' e 'those' de forma concreta e divertida. A ideia é simples: objetos e materiais escolares são espalhados pela sala, cada um com uma etiqueta de preço fictício. Os alunos recebem cartões com descrições em inglês, como 'this red pencil' ou 'those blue notebooks', e precisam localizar os itens correspondentes trabalhando em duplas.
Ao encontrar cada item, os alunos praticam as estruturas 'it's' e 'they're' para descrevê-los em voz alta ou por escrito. Também respondem perguntas como 'How much is this?' usando os preços afixados nos objetos, conectando o vocabulário de school supplies e roupas com situações reais de compra e venda.
A atividade cobre conteúdos das Units 05 e 06: pronomes demonstrativos no singular e plural, uso do verbo 'to be' com adjetivos, vocabulário de materiais escolares e roupas, estrutura de perguntas com 'how much' e noções básicas sobre clima e adjetivos. Tudo isso aparece de forma integrada, não isolada.
A aula de 60 minutos é organizada em três momentos: uma introdução rápida com revisão dos pronomes, a dinâmica da caça ao tesouro em si e uma rodada final de perguntas e respostas em grupo. Essa última parte é importante porque permite que os alunos consolidem o que aprenderam de forma oral e colaborativa.
Trabalhar em duplas é uma escolha pedagógica intencional. Os alunos se apoiam mutuamente, o que favorece tanto a aprendizagem do idioma quanto o desenvolvimento de habilidades sociais como colaboração, escuta ativa e respeito ao colega. Para alunos com TDAH, TEA nível 1 ou deficiência intelectual, a atividade oferece suporte visual, rotina clara e possibilidade de adaptação nos cartões.
O foco dessa aula é fazer com que os alunos usem os pronomes demonstrativos de verdade, não só copiem do quadro. A caça ao tesouro cria uma situação em que eles precisam ler, interpretar e agir, o que torna o aprendizado mais significativo. Trabalhar em duplas também ajuda: um aluno apoia o outro na leitura dos cartões e na identificação dos objetos. A rodada final em grupo garante que todos tenham a chance de falar e ouvir inglês em contexto real.
Os conteúdos das Units 05 e 06 aparecem juntos nessa atividade de forma natural. Quando o aluno lê 'those green notebooks' no cartão e precisa encontrar o objeto, ele está praticando pronome demonstrativo, adjetivo e substantivo ao mesmo tempo. A estrutura 'How much is this?' conecta gramática com uma situação real de compra, o que dá sentido ao vocabulário de preços. O clima e as roupas entram como vocabulário de apoio nos cartões e na rodada final.
Este item do conteúdo programático representa um espaço intencional de ampliação do repertório linguístico dos alunos, indo além das estruturas gramaticais centrais da atividade. O objetivo é expor os estudantes a expressões e vocabulários adicionais em inglês que aparecem naturalmente no contexto da caça ao tesouro, como expressões de localização ('next to', 'on the table', 'near the window'), pequenas frases de interação entre duplas ('I found it!', 'Look, it's here!', 'Is this the one?') e expressões de confirmação ou dúvida ('I think so', 'Yes, that's right!'). Esses elementos não são cobrados formalmente, mas surgem de forma espontânea durante a dinâmica e enriquecem a experiência comunicativa dos alunos de maneira leve e contextualizada.
Na prática, o professor pode aproveitar momentos da atividade para introduzir essas expressões de forma incidental, ou seja, sem pausar a aula para explicações longas. Por exemplo, ao circular pela sala durante a caça ao tesouro e observar uma dupla encontrando um objeto, o professor pode dizer naturalmente 'Great, you found it! Now say: it's a red pencil!' ou apontar para um item e comentar 'It's next to the window — do you see it?' Essa exposição informal ao idioma, mesmo sem cobrança, contribui para que os alunos desenvolvam familiaridade com o inglês em situações reais de uso, o que é um dos pilares da abordagem comunicativa.
Para tornar esse contato com o 'mais inglês' ainda mais significativo, o professor pode preparar um pequeno cartaz ou balão de fala afixado na parede com três ou quatro expressões bônus do dia, como 'I found it!', 'It's over there!' e 'How much is it?'. Esse recurso visual serve como incentivo para os alunos mais curiosos e como apoio para aqueles que desejam se expressar além do que foi formalmente ensinado. Não há expectativa de que todos os alunos utilizem essas expressões, mas aqueles que o fizerem devem ser elogiados e encorajados, reforçando a ideia de que tentar se comunicar em inglês, mesmo de forma imperfeita, é sempre válido e celebrado em sala de aula.
A dinâmica da caça ao tesouro é o coração da aula. Os alunos não ficam sentados copiando regras gramaticais: eles se movimentam, leem, conversam e tomam decisões. Trabalhar em duplas reduz a ansiedade de quem ainda tem insegurança com o inglês, porque há sempre um colega para ajudar. A rodada final em grupo funciona como uma síntese oral, onde o professor pode observar quem ainda tem dúvidas e oferecer feedback imediato. A atividade é projetada para ser concreta e visual, o que ajuda especialmente alunos com diferentes perfis de aprendizagem.
A aula de 60 minutos é dividida em três momentos bem definidos. O primeiro é curto e serve para ativar o que os alunos já sabem. O segundo é o mais longo e é onde a aprendizagem acontece de verdade, com movimento e interação. O terceiro fecha a aula com fala e escuta em grupo. Essa estrutura ajuda especialmente alunos com TDAH, que se beneficiam de saber o que vem a seguir.
Momento 1: Revisão dos Pronomes Demonstrativos com Objetos Reais (Estimativa: 10 minutos)
Inicie a aula posicionando-se em diferentes pontos da sala e utilizando objetos reais disponíveis no ambiente — como uma régua sobre a sua mesa, um caderno na carteira de um aluno, uma mochila pendurada no fundo da sala ou um estojo próximo à lousa. Aponte para cada objeto e verbalize as estruturas de forma clara e pausada: 'This is a ruler' (objeto próximo a você), 'That is a backpack' (objeto distante), 'These are pencils' (grupo de objetos próximos) e 'Those are notebooks' (grupo de objetos distantes). Escreva ou exiba no quadro um cartaz de apoio com os quatro pronomes organizados em uma tabela simples: singular/próximo, singular/distante, plural/próximo, plural/distante. É importante que esse cartaz permaneça visível durante toda a aula, servindo como âncora visual para todos os alunos.
Após a demonstração, conduza uma revisão participativa: aponte para objetos diferentes e pergunte à turma 'What do I say — this or that? These or those?' Permita que os alunos respondam em coro primeiro e, em seguida, direcione perguntas individuais a dois ou três estudantes, escolhendo alunos que demonstrem segurança para iniciar e, gradualmente, incluindo os mais tímidos. Corrija eventuais erros de forma natural, repetindo a forma correta sem expor o aluno negativamente. Observe se a turma compreende a distinção entre proximidade e distância, pois esse é o ponto central que sustentará toda a atividade seguinte. Caso perceba dúvidas generalizadas, faça mais um exemplo antes de avançar.
Momento 2: Caça ao Tesouro em Duplas (Estimativa: 35 minutos)
Antes de distribuir os cartões, explique brevemente as regras da dinâmica em português, garantindo que todos entendam o que devem fazer. Organize os alunos em duplas — preferencialmente misturando perfis diferentes para estimular a colaboração — e entregue a cada dupla um conjunto de cartões com descrições em inglês, como 'this blue ruler', 'those red notebooks', 'that green eraser' ou 'these yellow pencils'. Os objetos descritos nos cartões devem estar espalhados pela sala em locais variados, cada um com uma etiqueta de preço fictício afixada. Oriente as duplas a localizar cada item, apontá-lo e dizer em voz alta ou anotar no cartão a frase correspondente usando 'it's' ou 'they're': por exemplo, 'It's a blue ruler' ou 'They're red notebooks'.
É importante que os cartões sejam preparados com níveis de complexidade variável: cartões mais simples com uma descrição e imagem de apoio para duplas que precisam de suporte adicional, e cartões mais desafiadores com duas ou três descrições encadeadas para duplas com maior fluência. Durante a dinâmica, circule pela sala de forma ativa, observando o desempenho de cada dupla sem interromper o fluxo da atividade. Anote em uma lista simples quais duplas estão localizando os itens com facilidade e quais apresentam dificuldade na leitura dos cartões ou na associação com os objetos. Intervenha de forma discreta quando necessário, fazendo perguntas orientadoras como 'Is this pencil close to you or far away?' em vez de dar a resposta diretamente. Permita que os alunos se movimentem pela sala com liberdade controlada, estabelecendo previamente uma combinação de sinal (como bater palmas uma vez) para que retornem ao lugar quando necessário. Essa movimentação é especialmente benéfica para alunos com TDAH, pois canaliza a energia de forma produtiva.
Nos últimos cinco minutos deste momento, peça que as duplas se sentem e revisem juntas os itens que encontraram, praticando as frases em voz baixa antes da rodada final. Observe se os alunos estão usando os pronomes corretamente ao apontar para os objetos e se há colaboração genuína dentro das duplas.
Momento 3: Rodada Final de Perguntas e Respostas em Grupo (Estimativa: 15 minutos)
Reúna a turma em semicírculo ou mantenha todos sentados voltados para a frente e conduza a rodada final de perguntas e respostas de forma dinâmica e encorajadora. Pegue um objeto que esteve na caça ao tesouro, segure-o ou aponte para ele e faça perguntas como 'How much is this jacket?', 'How much are those notebooks?' ou 'What's that? Is it a pencil or a ruler?' Direcione as perguntas a diferentes alunos, garantindo que todos tenham pelo menos uma oportunidade de responder. Comece pelos alunos que demonstraram mais segurança durante a dinâmica e, progressivamente, inclua os mais tímidos com perguntas de menor complexidade.
É importante que o feedback seja imediato, natural e encorajador. Quando um aluno errar, repita a forma correta de maneira afirmativa — 'Very good! We say: It's R$ 3,50' — sem sinalizar o erro de forma negativa. Quando acertar, reforce com entusiasmo. Ao longo da rodada, retome o cartaz com os pronomes demonstrativos sempre que necessário, apontando para ele ao fazer as perguntas. Nos últimos três minutos, distribua o cartão de autoavaliação opcional — com carinhas ou palavras simples em português — e peça que cada aluno marque o que achou mais difícil: os pronomes, o vocabulário ou a pronúncia. Recolha os cartões ao final e utilize essas informações para planejar reforços nas aulas seguintes. Encerre a aula elogiando o esforço coletivo da turma e destacando dois ou três momentos positivos que você observou durante a dinâmica, criando um fechamento motivador e acolhedor.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você já demonstrou um cuidado genuíno ao planejar esta atividade com suportes visuais e rotina clara — isso faz toda a diferença para os alunos que precisam de apoio adicional. Aqui estão algumas sugestões práticas e viáveis para tornar a aula ainda mais acessível:
Para alunos com Deficiência Intelectual: Prepare cartões com imagens coloridas ao lado das descrições escritas, de modo que o aluno possa associar a palavra à figura mesmo que a leitura seja limitada. Por exemplo, o cartão 'this blue ruler' pode ter uma pequena ilustração de uma régua azul. Durante a caça ao tesouro, posicione esses alunos em duplas com colegas pacientes e colaborativos, e certifique-se de que os objetos destinados a eles estejam em locais de fácil acesso e com etiquetas de preço em números grandes e legíveis. Na rodada final, faça perguntas mais diretas e concretas, como mostrar o objeto na mão e perguntar 'What is this?' antes de avançar para 'How much is this?'. O cartão de autoavaliação para esses alunos deve conter apenas imagens ou carinhas, sem texto.
Para alunos com TDAH: A movimentação da caça ao tesouro é naturalmente favorável para esses alunos, pois permite que se movam com propósito. Para potencializar isso, defina com antecedência uma sequência clara de passos no cartão da dupla — por exemplo, numerando os itens a serem encontrados — para que o aluno saiba exatamente o que fazer a cada momento, reduzindo a ansiedade e a dispersão. Durante a revisão inicial e a rodada final, mantenha o ritmo ágil e varie o tom de voz para manter a atenção. Se perceber que o aluno está se dispersando durante a rodada final, chame-o pelo nome de forma gentil e faça uma pergunta direta a ele antes que a dispersão se instale completamente. Evite deixá-lo sentado por longos períodos sem participação ativa.
Para alunos com TEA Nível 1: Antecipe a estrutura da aula para esses alunos logo no início, explicando brevemente os três momentos que acontecerão — revisão, caça ao tesouro e rodada final. Isso reduz a ansiedade gerada pela imprevisibilidade. Mantenha o cartaz com os pronomes sempre visível, pois referências visuais fixas são muito importantes para esses alunos. Ao formar as duplas, considere as preferências sociais do aluno e evite pareamentos que possam gerar desconforto. Durante a rodada final, avise com antecedência quando for direcionar uma pergunta a esse aluno — por exemplo, 'Agora vou perguntar para você' — para que ele possa se preparar emocionalmente para a interação. Permita que ele responda apontando para o cartaz ou para o objeto caso tenha dificuldade com a fala em voz alta naquele momento.
A avaliação dessa aula acontece principalmente durante a atividade, não depois. O professor circula pela sala durante a caça ao tesouro e observa como as duplas estão lendo os cartões, identificando os objetos e usando as estruturas em inglês. Na rodada final, é possível perceber quem está confortável com os pronomes e quem ainda confunde 'this' com 'these', por exemplo. Não é necessário aplicar uma prova formal: a observação e o registro simples já fornecem informações suficientes para o professor planejar os próximos passos. Para alunos com necessidades específicas, os critérios podem ser adaptados, valorizando a participação e o esforço em vez da precisão gramatical.
Os recursos dessa aula são simples e de baixo custo. A maior parte do que é necessário já está na sala de aula ou pode ser preparada com papel e caneta. Os cartões de descrição são o principal material produzido pelo professor antes da aula, e podem ser reutilizados em outras turmas. As etiquetas de preço são feitas com papel comum. Não é necessário nenhum equipamento tecnológico para a dinâmica principal, o que torna a atividade acessível em qualquer escola.
Adaptar essa atividade para diferentes perfis de alunos não exige muito trabalho extra. Pequenos ajustes nos cartões e na organização das duplas já fazem uma grande diferença. Fique atento a sinais como o aluno que não consegue começar a tarefa mesmo depois da explicação (pode indicar dificuldade de compreensão), o que se levanta com muita frequência (pode precisar de uma função ativa dentro da dupla) ou o que evita o contato visual e parece desconfortável com a movimentação (pode precisar de uma rotina mais previsível). A ideia não é fazer uma aula diferente para cada aluno, mas garantir que todos consigam participar de alguma forma.
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